O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, acusou Marco Rubio de mentir ao negar a existência de um bloqueio petrolífero contra a ilha.
Em publicação na plataforma X, Rodríguez afirmou que Rubio simplesmente optou por mentir, contradizendo declarações anteriores de Trump e de representantes da Casa Branca. A denúncia expõe a contradição entre o discurso oficial de Washington e as medidas concretas adotadas contra Havana.
O chanceler cubano destacou que Trump assinou uma ordem executiva ameaçando impor tarifas a países que exportassem combustíveis para Cuba. A medida provocou uma redução drástica no fornecimento de combustíveis à ilha, com apenas um navio chegando ao país em um período de quatro meses.
Uma segunda ordem executiva ampliou as sanções secundárias no setor energético, intensificando ainda mais as restrições. Rodríguez acusou Washington de intimidar e ameaçar fornecedores de Cuba, violando normas de livre comércio e a liberdade de navegação.
As declarações de Rubio surgem em meio a uma série de medidas adotadas pelos Estados Unidos para pressionar por mudanças políticas em Havana. Rodríguez reforçou a posição cubana de que tais ações fazem parte de uma política deliberada de estrangulamento econômico contra a ilha.
O bloqueio econômico a Cuba, em vigor há mais de seis décadas, acumula repetidas condenações internacionais, com resoluções anuais da ONU exigindo seu fim. A escalada de sanções no setor energético agrava as dificuldades enfrentadas pela população cubana em meio a um contexto de escassez de recursos.
Segundo Rodríguez, as políticas agressivas de Washington buscam sufocar a economia cubana enquanto os EUA pregam valores democráticos no cenário internacional. Essa contradição, na visão de Havana, expõe a hipocrisia de um governo que financia conflitos e silencia vozes em outras regiões, como no Oriente Médio.
As tensões entre Cuba e os Estados Unidos permanecem elevadas, com o governo cubano insistindo que as sanções afetam diretamente a vida de milhões de cidadãos. Rodríguez reiterou que a ilha continuará a resistir a essas pressões, buscando alternativas para mitigar os impactos das restrições impostas por Washington.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Cuba condena sanções dos EUA por sufocar economia e violar soberanias
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Mariana Santos
07/05/2026
Alice T., você foi direta e precisa. O Marco Rubio não é só um vendido, é a prova viva de como a direita cubano-americana usa a dor do exílio para justificar 60 anos de um embargo criminoso que só enriquece uma elite em Miami enquanto sufoca o povo em Cuba. O bloqueio petrolífero é mais uma camada desse estrangulamento calculado, e negar sua existência é insultar a inteligência de qualquer um que acompanhe geopolítica. Quem paga o pato, Tadeu, é sempre o povo trabalhador dos dois lados — mas a inflação aqui e a escassez lá têm a mesma raiz: a sanha imperialista que o Rubio representa com orgulho.
Tadeu
07/05/2026
Parece briga de ego entre político, como sempre. Enquanto isso, o mercado de petróleo lá deve estar uma bagunça, e aqui a inflação não dá trégua. Quem será que vai pagar o pato no fim das contas?
Alice T.
07/05/2026
Marco Rubio mentindo? que novidade, né? o cara é um vendido que defende sanção criminosa contra Cuba e ainda vem com esse papinho de que “não é bloqueio”. 60 anos de embargo sufocando um povo inteiro, mas pra ele é só um “desentendimento comercial”. hipocrisia nível hard.
Marcos Andrade Niterói
07/05/2026
O John Marshall tocou num ponto certeiro: o debate sobre Cuba é sempre sequestrado por maniqueísmos. O bloqueio existe e é um crime contra a humanidade, ponto. Mas isso não nos impede de criticar o autoritarismo do regime cubano. O problema é que aqui no Brasil tem gente que acha que criticar Cuba é automaticamente fazer coro com a extrema-direita que quer destruir qualquer projeto popular. Rubio mente descaradamente, e quem nega o bloqueio está do lado errado da história.
John Marshall
07/05/2026
Interessante como o debate sobre Cuba sempre recai na mesma dicotomia simplista: ou se repete acriticamente a narrativa de Washington, ou se romantiza um regime que, convenhamos, há décadas falha em oferecer liberdades básicas ao seu povo. O bloqueio existe sim, é um instrumento de pressão geopolítica datado da Guerra Fria e condenado pela ONU, mas negar que o governo cubano também usa esse fato como cortina de fumaça para sua própria ineficiência econômica é ignorar a realidade. Hobbes diria que ambos os lados trocam a verdade por uma soberania narrativa.
Paulo Rocha
07/05/2026
Mais um capítulo da novela comunista. O regime cubano vive de mentiras há décadas, culpando os EUA pela própria incompetência. Enquanto isso, o Brasil financia essa ditadura com dinheiro do contribuinte. Brasil pra brasileiros, não pra sustentar ditadura!
João Batista
07/05/2026
Paulo, lembre-se que Jesus expulsou os vendilhões do templo e denunciou os hipócritas — chamar Cuba de ditadura enquanto os EUA mantêm um bloqueio que sufoca um povo inteiro é ignorar a parábola do rico e Lázaro. O Brasil que financia a fome alheia não é o Brasil dos profetas.
Mariana Oliveira
07/05/2026
Paulo, seu comentário reproduz um roteiro que já ouvi tantas vezes que perdi a conta: a velha narrativa de que Cuba é uma ditatura que vive de mentiras e que o Brasil, ingênuo ou cúmplice, estaria financiando esse suposto delírio com dinheiro público. Vamos por partes, porque essa história tem mais camadas do que um discurso de campanha nos EUA. Primeiro, quando você fala em incompetência do regime cubano, está ignorando seletivamente que o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos desde 1962 é uma das medidas de sanção mais longas e brutais da história moderna. Como Kimberlé Crenshaw nos ensina ao articular sistemas de opressão, não dá para analisar a crise cubana sem considerar o estrangulamento externo que sufoca a economia da ilha. Não é incompetência, é guerra econômica. O próprio chanceler cubano, Bruno Rodríguez, já desmentiu as alegações de Marco Rubio com dados da ONU: mais de 70% da população cubana viveu sob racionamento alimentar agravado justamente pela escassez de combustível gerada pelo bloqueio intensificado na gestão Trump-Biden. Mentira é chamar de incompetência o que é resultado de uma política deliberada de asfixia.
Segundo, seu argumento sobre o Brasil financiar ditadura com dinheiro do contribuinte merece um exame interseccional sério. O Brasil mantém cooperação com Cuba principalmente na área da saúde, através do programa Mais Médicos, que levou atendimento a milhões de brasileiros em regiões periféricas e rurais que nunca viram um médico antes. bell hooks, em sua crítica ao capitalismo racializado, nos lembra que a solidariedade entre povos oprimidos não é caridade, é estratégia de sobrevivência. Quando Cuba enviou médicos para o interior do Brasil, não foi para sustentar uma ditatura, foi para salvar vidas de brasileiros pobres, majoritariamente negros e indígenas, que o Estado brasileiro abandonou. Se você acha que isso é financiar ditadura, então teria que explicar por que o Brasil também mantém relações comerciais com a Arábia Saudita, que decapita pessoas em praça pública, ou com os EUA, que invadem países e torturam em Guantánamo. A seletividade moral é gritante.
Terceiro, a frase Brasil pra brasileiros ecoa um discurso nacionalista que, na prática, sempre serviu para excluir os mais vulneráveis. O que você chama de sustentar ditadura é, na verdade, uma troca diplomática e econômica que beneficia ambos os lados: Cuba recebe investimentos e produtos brasileiros, enquanto o Brasil ganha acesso a tecnologias médicas e vacinas desenvolvidas por cientistas cubanos, como a vacina contra o câncer de pulmão Cimavax. Enquanto isso, o dinheiro do contribuinte brasileiro financia muito mais a indústria bélica americana, que vende armas para o Brasil, ou o agronegócio que desmata a Amazônia, do que qualquer programa de cooperação com Cuba. Se você quer falar de incompetência, olhe para a fila do SUS, para a fome que voltou ao Brasil, para o desemprego estrutural. Aí sim temos uma crise que não pode ser atribuída a bloqueio externo nenhum. Cuba, apesar de todas as dificuldades, tem indicadores sociais como expectativa de vida e alfabetização comparáveis aos de países desenvolvidos. Isso não é mentira, é fato documentado pela OMS e pela UNESCO.
Por fim, sugiro que você leia bell hooks, que diz que o pensamento crítico exige que a gente desconfie das narrativas hegemônicas, especialmente aquelas que vêm de políticos como Marco Rubio, um cubano-americano que nunca viveu em Cuba e cuja carreira foi construída sobre o ódio ao governo da ilha. A verdade é que o bloqueio não é apenas uma sanção econômica; é um instrumento de poder que viola o direito internacional e causa sofrimento humano real. Enquanto você repete slogans de campanha, crianças cubanas passam fome por falta de remédios e alimentos que não chegam por causa de sanções que o próprio governo americano admite que não têm base legal. Se você quer defender o Brasil de verdade, comece questionando por que nosso país se alinha a potências que impõem bloqueios criminosos a nações pequenas, em vez de apoiar a soberania e a autodeterminação dos povos. Isso sim seria Brasil pra brasileiros — um Brasil que não se curva ao imperialismo e que honra a solidariedade internacional que sempre marcou nossa história.