Pesquisadores da Universidade de Liège, na Bélgica, descobriram o mecanismo pelo qual bactérias benéficas do solo ajudam plantas a se defenderem de doenças. A surfactina — molécula produzida por bactérias do gênero Bacillus — ativa as defesas imunológicas ao interagir diretamente com a membrana celular das raízes.
Marc Ongena, pesquisador do TERRA Research Centre da Universidade de Liège, explicou que as plantas possuem mecanismos sofisticados para se proteger contra patógenos. A imunidade induzida por microrganismos do solo representa um campo de crescente interesse científico.
Bactérias da rizosfera, especialmente do gênero Bacillus, produzem lipopeptídeos cíclicos como a surfactina, capazes de estimular as defesas vegetais. O modo preciso como essas moléculas eram reconhecidas pelas células das plantas permanecia um mistério até a conclusão desta pesquisa.
Os cientistas focaram na interação entre a surfactina e a Arabidopsis thaliana, planta modelo amplamente utilizada em biologia vegetal. Empregaram uma abordagem interdisciplinar, combinando biologia celular, bioquímica e biofísica.
A surfactina se liga aos esfingolipídios — especificamente ao glucosilceramida — na membrana celular das raízes, provocando uma leve remodelação da membrana. Esse processo aumenta a tensão da membrana, ativa canais iônicos mecanossensíveis e desencadeia uma cascata de sinalização que chega até as folhas.
A pesquisadora Magali Deleu destacou que o mecanismo é distinto do paradigma clássico da imunidade inata das plantas. A modificação física da membrana — e não uma interação do tipo “chave e fechadura” com um receptor proteico — atua como gatilho para a ativação imunológica.
Os resultados têm implicações práticas significativas para a agricultura sustentável, abrindo caminho para biopesticidas mais eficazes. A descoberta oferece base científica para produtos biológicos que exploram as alianças naturais entre microrganismos e plantas.
A pesquisa ilustra o valor da investigação básica na solução de desafios agronômicos. Segundo o portal da Nature Plants, os achados abrem novas perspectivas para uma agricultura menos dependente de produtos sintéticos.
Com informações de PHYS.
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