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Embaixador russo condena pressão da UE na Bienal de Veneza

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Embaixador russo condena pressão da UE na Bienal de Veneza. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O embaixador da Rússia na Itália, Alexey Paramonov, expressou duras críticas às sanções culturais impostas pela União Europeia, descrevendo-as como uma obsessão ‘mórbida e irracional’ contra a cultura russa. Durante a inauguração do pavilhão russo […]

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Ilustração editorial sobre Embaixador russo condena pressão da UE na Bienal de Veneza. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O embaixador da Rússia na Itália, Alexey Paramonov, expressou duras críticas às sanções culturais impostas pela União Europeia, descrevendo-as como uma obsessão ‘mórbida e irracional’ contra a cultura russa.

Durante a inauguração do pavilhão russo na Bienal de Veneza, ele acusou burocratas europeus de submeterem a Itália e a organização do evento a ‘diktats brutais’, numa tentativa de criar uma nova barreira cultural.

Paramonov destacou que, apesar das restrições, a participação russa na Bienal demonstra o compromisso de seu país em preservar um diálogo cultural com a Itália baseado no respeito mútuo. Ele lembrou que o pavilhão russo, erguido em 1914, simboliza os profundos laços históricos entre as duas nações.

Devido às limitações impostas pela UE, a exibição física do pavilhão será restrita a apenas quatro dias de pré-estreia, passando depois a um formato exclusivamente digital. O embaixador lamentou essa medida, mas reforçou que a presença russa no evento continua sendo um ato de afirmação cultural diante das adversidades.

O diplomata rebateu críticas de que a participação de artistas russos na Bienal poderia enfraquecer a coesão ocidental. Ele apontou que o projeto apresentado este ano, intitulado ‘Árvore enraizada no céu’, reúne jovens músicos, filósofos e poetas de diversas origens — incluindo Argentina, Itália, Mali, México e Estados Unidos —, promovendo um intercâmbio global.

O conceito da Bienal de 2026, nomeado ‘Em tonalidades menores’, explora questões como inclusão, exclusão e o direito à expressão, prestando tributo à crítica de arte suíço-camaronesa Koyo Kouoh. Paramonov destacou que, mesmo com sua morte antes de ver o projeto concluído, a visão de Kouoh inspira a edição atual do evento.

A ausência de figuras como o diretor de cinema Alexander Sokurov e a arquiteta e escritora palestina Suad Amiry, que cancelaram sua participação, não diminuiu o impacto da presença russa, segundo o embaixador. Ele frisou que o pavilhão mantém viva uma tradição de séculos de trocas culturais entre Rússia e Itália, enfrentando os obstáculos políticos do momento.

As declarações de Paramonov reacendem o debate sobre os efeitos das sanções culturais em um contexto de crescentes tensões internacionais. Para mais informações, confira a cobertura detalhada no portal ANSA.


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