Lula anunciou a criação de um grupo de trabalho conjunto entre o Brasil e os Estados Unidos para debater a redução de tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.
O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na Embaixada do Brasil em Washington. Ocorreu logo após o encontro entre Lula e o presidente Donald Trump.
A iniciativa estabelece prazo de 30 dias para registro de avanços nas negociações bilaterais. Lula demonstrou otimismo quanto à capacidade das equipes técnicas de encontrar soluções para os entraves comerciais.
Setores como aço, alumínio, autopeças e cobre são diretamente impactados pelas tarifas americanas. Essas barreiras chegam a 25% no caso do aço e do alumínio, conforme dados oficiais.
Lula também destacou a aprovação de projeto de lei na Câmara dos Deputados sobre minerais críticos. O Brasil figura entre os maiores detentores mundiais de terras raras, recurso estratégico para a indústria tecnológica global.
Empresas de diversos países foram convidadas a formar parcerias na área de mineração. Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e França integram a lista de nações convidadas para a exploração e o processamento desses minerais.
A maioria dos produtos brasileiros ainda encontra dificuldades significativas para entrar no mercado norte-americano. Apesar de isenções pontuais, as barreiras tarifárias permanecem elevadas para a maior parte das exportações.
A criação do grupo de trabalho surge como ação concreta para fortalecer o comércio bilateral. Segundo a Reuters, a competitividade das empresas brasileiras tende a melhorar com a revisão das tarifas.
Lula reforçou a importância estratégica dos minerais críticos para o futuro da indústria global. O Brasil busca posicionar-se como fornecedor confiável em cadeias de suprimentos tecnológicas internacionais.
O potencial brasileiro como detentor de reservas relevantes de terras raras foi enfatizado durante o evento. Diversos setores globais dependem desses materiais para manter sua produção em larga escala.
O encontro entre os líderes demonstra disposição para dialogar sobre temas centrais da agenda econômica bilateral. A formação do grupo pode abrir caminho para acordos mais amplos no campo do comércio.
Com informações de Carta Capital.
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