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Nasa captura tempestade polar rara e nuvens em espiral no Alasca

0 Comentários🗣️🔥 Imagem de satélite da NASA mostra nuvens e uma rara tempestade ártica sobre o Alasca. (Foto: sciencedaily.com) A Nasa registrou um fenômeno climático marcante no sul do Alasca, com imagens de satélite revelando formações atmosféricas únicas no final do inverno. As imagens foram captadas em 19 de março de 2026, último dia do […]

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Imagem de satélite da NASA mostra nuvens e uma rara tempestade ártica sobre o Alasca. (Foto: sciencedaily.com)

A Nasa registrou um fenômeno climático marcante no sul do Alasca, com imagens de satélite revelando formações atmosféricas únicas no final do inverno.

As imagens foram captadas em 19 de março de 2026, último dia do inverno astronômico, durante um evento de baixa pressão no Golfo do Alasca combinado com alta pressão sobre a Rússia e o norte do estado. A interação entre o ar gelado do Ártico e as águas mais quentes do Golfo do Alasca resultou em nuvens alinhadas ao vento, vórtices em espiral e uma rara tempestade polar com ventos comparáveis aos de uma tempestade tropical.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), essa dinâmica gerou condições instáveis e padrões de nuvens complexos à medida que o ar frio avançava sobre o oceano. As chamadas ‘ruas de nuvens’ surgiram quando o ar frio e seco absorveu calor e umidade da superfície marítima, formando faixas paralelas separadas por áreas claras.

Mais ao largo da costa, onde o calor e a umidade eram mais abundantes, essas formações evoluíram para nuvens de células abertas, caracterizadas por paredes finas ao redor de espaços vazios circulares. Próximo à Ilha Unimak, a mais oriental das Ilhas Aleutas, ventos intensos contornaram o terreno elevado e geraram padrões conhecidos como ruas de vórtices de von Kármán.

Esses redemoinhos repetidos, girando em direções opostas, evidenciam a interação direta entre as condições atmosféricas e a geografia da região. O destaque do evento foi uma tempestade polar localizada a cerca de 300 quilômetros a sudoeste de Anchorage, identificada como ‘ciclone polar’ pelo meteorologista Matthew Cappucci em análise publicada no portal da Nasa Earth Observatory.

Esse sistema compacto, formado pelo encontro de ar polar frio com águas oceânicas mais quentes, produziu ventos de intensidade equivalente a uma tempestade tropical, além de neve e tempestades elétricas em seu núcleo. Durante março, o Alasca enfrentou temperaturas persistentemente baixas e episódios frequentes de clima severo, especialmente no sul e sudeste do estado.

As imagens foram processadas pela Nasa Earth Observatory com dados do instrumento MODIS, oferecendo um registro visual da complexidade dos sistemas climáticos na região. Para informações adicionais, confira o relatório oficial da Nasa Earth Observatory sobre o evento.


Leia também: Nasa lança livro para colorir que integra ciência solar e línguas indígenas do Alasca


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