A Skyroot Aerospace se tornou a primeira startup do setor espacial da Índia a alcançar o status de unicórnio, após captar US$ 60 milhões em nova rodada que avaliou a companhia em US$ 1,1 bilhão.
A rodada foi liderada pela Sherpalo Ventures e pelo GIC, com participação de fundos associados à BlackRock. O aporte mais que dobrou a avaliação da empresa em relação à rodada anterior.
O marco ocorre enquanto a startup se prepara para o lançamento orbital inaugural do foguete Vikram-1. Esta missão será o primeiro lançamento orbital realizado por uma empresa privada indiana a partir do espaçoporto de Sriharikota.
Os fundadores Pawan Kumar Chandana e Naga Bharath Daka são ex-engenheiros da Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO). A empresa, fundada em 2018, concentra-se no desenvolvimento de foguetes dedicados ao lançamento de pequenos satélites.
O modelo Vikram-1 foi projetado para levar cargas de até 350 quilos até a órbita terrestre baixa. Com essa capacidade, a Skyroot Aerospace entra em competição direta com companhias como a Rocket Lab e a Firefly Aerospace.
A empresa já havia realizado, em novembro de 2022, o lançamento do Vikram-S — o primeiro foguete suborbital de uma companhia privada indiana. O novo capital permitirá o aumento da produção e a aceleração dos planos de lançamento.
A Skyroot planeja avançar no desenvolvimento do Vikram-2, com estreia prevista para 2027. O veículo maior terá capacidade para até uma tonelada e incluirá um estágio criogênico.
Cerca de um terço da demanda por esses lançamentos vem de clientes na Índia. O restante é originado de parceiros internacionais que buscam soluções de baixo custo.
O setor espacial indiano tem atualmente um valor estimado em US$ 8,4 bilhões. Projeções do setor apontam para um crescimento até US$ 44 bilhões até 2033.
Quase 400 startups operam atualmente no segmento espacial indiano. As reformas implementadas em 2020 facilitaram a participação privada e o uso das instalações da ISRO.
A ascensão de empresas como a Skyroot contribui para ampliar a presença comercial da Índia no mercado global de lançamentos, em um setor que a ISRO sozinha não consegue suprir.
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