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Chile lança navio anfíbio de 8 mil toneladas e expande projeção no Pacífico e na Antártica

0 Comentários🗣️🔥 O Chile colocou na água, em 18 de junho de 2026, o primeiro de quatro navios de assalto anfíbio de 8.000 toneladas de deslocamento, um passo estratégico para renovar a capacidade expedicionária da Armada chilena. Batizada de Magallanes, a embarcação foi lançada no estaleiro de ASMAR Talcahuano, no sul do país, após 46 […]

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Navio de guerra da Marinha do Chile é lançado em cerimônia no estaleiro. (Foto: navalnews.com)
Navio de guerra da Marinha do Chile é lançado em cerimônia no estaleiro. (Foto: navalnews.com)

O Chile colocou na água, em 18 de junho de 2026, o primeiro de quatro navios de assalto anfíbio de 8.000 toneladas de deslocamento, um passo estratégico para renovar a capacidade expedicionária da Armada chilena. Batizada de Magallanes, a embarcação foi lançada no estaleiro de ASMAR Talcahuano, no sul do país, após 46 semanas de construção, e tem entrada em serviço prevista para 2027. O projeto integra o programa Escotillón IV e o Plano Nacional de Construção Naval Contínua (PNCCN), iniciativa de soberania industrial que articula capacidades técnicas nacionais com o desenho canadense da Vard Marine.

O lançamento contou com a presença do presidente da República do Chile, José Antonio Kast, do ministro da Defesa, Fernando Barros, do comandante em chefe da Armada, almirante Fernando Cabrera, e do diretor de ASMAR, contra-almirante José Miguel Hernández, além de subsecretários e representantes da academia e da indústria. O investimento nos dois primeiros navios da classe soma aproximadamente US$ 410 milhões, e a construção do segundo casco, Rapa Nui, teve início em agosto de 2025, com lançamento esperado para o primeiro semestre de 2029 e entrega em 2030.

Segundo reportagem do portal especializado Naval News, a plataforma foi desenvolvida a partir do modelo Vard 7 411 Amphibious Support Ship, adaptado pela Vard Marine às exigências operacionais chilenas. Essa é a quarta colaboração entre a empresa canadense e a estatal ASMAR, que já haviam entregado em 2024 o quebra-gelo Almirante Viel, de 10.000 toneladas. Com o Magallanes, o Chile se torna o segundo país latino-americano a projetar e construir um navio multifuncional de grande porte para operações anfíbias, depois do Peru.

A embarcação tem 110 metros de comprimento total, boca de 21,8 metros, calado de 5,8 metros e desloca 8.000 toneladas. Será tripulada por 95 militares e poderá transportar até 250 soldados embarcados, com autonomia de 40 dias e alcance superior a 7.000 milhas náuticas a 12 nós — características que a habilitam para missões prolongadas no Pacífico, no oceano Austral e na região antártica sem necessidade de reabastecimento frequente. A propulsão garante velocidade máxima de mais de 17 nós.

O desenho do convés combina um espaço roll-on/roll-off para carga rodada, um convés de voo corrido capaz de receber um helicóptero de 10 toneladas e um hangar com manutenção para uma aeronave de 10 toneladas e outra de 4,5 toneladas — ou alternativamente duas aeronaves VTOL. Um dique alagável abriga uma embarcação de desembarque LCM de 20 metros, fornecida pelo estaleiro ASENAV, capaz de transportar 30 toneladas de veículos, equipamentos e pessoal até a costa. Para movimentação de carga, o navio dispõe de dois guindastes de convés com capacidade de 20 toneladas cada, a 20 metros de alcance.

A capacidade de transporte inclui 22 contêineres ISO de 20 pés ou 12 veículos pesados KM-500. O armamento prevê quatro estações remotas de armas com canhões de 20 mm e metralhadoras pesadas de 12,7 mm. Embarcações de apoio — dois botes infláveis rígidos para 12 pessoas, dois barcos de trabalho e dois botes de resgate — completam o conjunto de equipamentos de convés e salvatagem.

A classe Magallanes substituirá os antigos navios de desembarque Batral e o navio de assalto Elicura, elevando o patamar da força anfíbia chilena para um perfil expedicionário de última geração. O programa combina logística militar, suporte humanitário, operações de busca e salvamento e presença ativa na Antártica, vocação natural da geografia chilena. Em um cenário regional onde as marinhas sul-americanas reivindicam maior autonomia construtiva, o Chile reforça sua aposta na indústria de defesa com retorno operacional e tecnológico relevante.

Com informações de NAVALNEWS.

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