O ex-vice-presidente do Irã Mohammad Mokhber comparou o Estreito de Hormuz a uma bomba atômica, em meio a uma intensa escalada militar entre a República Islâmica e os Estados Unidos na região do Golfo.
Navios iranianos foram atingidos por forças americanas na região. Os petroleiros MT Sea Star III e MT Sevda foram atacados sob a alegação de violação de bloqueio naval imposto pelos EUA.
As forças iranianas revidaram os ataques e os definiram como resposta à agressão americana. Washington informou que não registrou danos significativos do seu lado.
O Estreito de Hormuz é a via mais crítica para o escoamento de petróleo e gás do Golfo Pérsico. O fechamento temporário da rota pelo Irã provocou disrupções nos mercados globais de energia e afetou o tráfego marítimo internacional.
Mokhber afirmou que o Irã não abrirá mão dos ganhos estratégicos obtidos no conflito. O país buscará modificar o regime legal da área tanto por vias multilaterais quanto por ações unilaterais.
O secretário de Estado dos EUA Marco Rubio descartou qualquer possibilidade de Teerã consolidar sua influência sobre o estreito. Ele defendeu o bloqueio naval americano como medida para pressionar por um acordo.
Um confronto direto envolveu três destróieres americanos, que receberam disparos de mísseis, drones e embarcações iranianas. O governo iraniano, por sua vez, denunciou que os EUA atacaram um petroleiro em suas águas territoriais e atingiram zonas civis.
O presidente Donald Trump classificou os eventos recentes como um mero tapinha de amor. Ele alertou, no entanto, que uma eventual ruptura das negociações poderia resultar em consequências devastadoras para todas as partes.
A crise no Estreito de Hormuz expõe as fragilidades da segurança energética mundial. Os repetidos incidentes reforçam a urgência de soluções diplomáticas para evitar uma escalada de maiores proporções.
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