Análise de DNA ambiental detecta fungo letal para anfíbios em rio irlandês

Rio sob uma ponte de pedra, com árvores na margem e pedras na água. (Foto: phys.org)

Uma amostra de água coletada no rio Avoca, na Irlanda, forneceu dados importantes sobre a biodiversidade local. O biólogo David Duffy, da Universidade da Flórida, identificou DNA do único sapo nativo do país e detectou pela primeira vez o fungo Batrachochytrium dendrobatidis.

Esse fungo causa doença grave que afeta populações de anfíbios em várias partes do mundo. O estudo foi publicado na revista NAR Genomics and Bioinformatics.

A técnica de DNA ambiental analisa material genético presente em amostras de água. Ela identifica espécies de animais, plantas, fungos, micróbios e vírus de maneira integrada.

Duffy observou que os avanços tecnológicos baratearam e simplificaram o monitoramento ambiental. Um único teste agora substitui múltiplas abordagens tradicionais de campo.

A pesquisa rastreou o DNA ao longo de todo o rio Avoca, desde as montanhas Wicklow até sua foz no mar da Irlanda. Os cientistas detectaram sinais de lontras, diversas espécies de peixes e animais domésticos como cães e gatos.

As análises revelaram mudanças significativas nos padrões de poluição ao longo do tempo. Concentrações elevadas de DNA humano apareceram em amostras de 2022 coletadas nas proximidades de Arklow.

Esse achado apontava para o lançamento de esgoto não tratado na região. A situação melhorou depois que uma estação de tratamento começou a operar em 2024.

Duffy explicou que o eDNA serve como guia para alocar recursos de conservação de forma mais eficiente. A metodologia não elimina a necessidade de estudos de campo convencionais.

Varreduras amplas de áreas extensas tornam-se possíveis com custos reduzidos. Os gestores ambientais podem priorizar locais críticos com base nos resultados genéticos.

Os rios carregam informações valiosas sobre o estado dos ecossistemas em suas bacias hidrográficas. A aplicação de DNA ambiental fortalece o trabalho de preservação da natureza.

A pesquisa contribui para o avanço no entendimento dos impactos ambientais sobre a vida selvagem. Mais detalhes sobre o projeto estão disponíveis no portal Phys.org.


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