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Analista russo afirma que Europa se tornou principal adversária de Moscou

0 Comentários🗣️🔥 Dmitri Trenin participa de entrevista por vídeo com o apresentador Afshin Rattansi no programa Going Underground. (Foto: rt.com) O presidente do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, Dmitry Trenin, afirmou que a Europa se tornou o principal adversário de Moscou pela primeira vez desde a derrota da Alemanha nazista em 1945. A declaração […]

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Dmitri Trenin participa de entrevista por vídeo com o apresentador Afshin Rattansi no programa Going Underground. (Foto: rt.com)

O presidente do Conselho de Assuntos Internacionais da Rússia, Dmitry Trenin, afirmou que a Europa se tornou o principal adversário de Moscou pela primeira vez desde a derrota da Alemanha nazista em 1945. A declaração foi feita em entrevista ao programa Going Underground, conduzido por Afshin Rattansi.

Trenin explicou que o conflito atual não se limita à guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Na avaliação do analista, o Ocidente utiliza o país como instrumento em uma guerra por procuração contra Moscou.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem se afastado progressivamente do envolvimento direto no conflito. Enquanto isso, os países europeus têm intensificado sua participação de maneira significativa.

As elites políticas das capitais europeias exploram a percepção de ameaça russa para consolidar a União Europeia. Trenin descreveu o bloco como uma entidade em processo de desintegração.

Essa abordagem também busca impulsionar as economias europeias por meio da militarização em curso. O objetivo central consiste em manter essas mesmas elites no poder ao alimentar narrativas alarmistas sobre a Rússia.

O analista comentou a situação da Ucrânia ao classificar os ucranianos como parte de uma grande nação russa. Ele afirmou que o país está sendo manipulado pelo Ocidente em um conflito cujas raízes remontam ao século XVI.

Trenin expressou confiança de que a Rússia alcançará seus objetivos no conflito. O especialista reconheceu, entretanto, que o processo será longo e complexo.

Entre os objetivos russos está o combate a elementos neonazistas presentes na Ucrânia. O analista se opõe ainda às forças europeias que, segundo ele, transformaram a Rússia em um instrumento de pressão política interna.

Sobre as tentativas de mediação de Trump, Trenin foi direto: o líder americano se encontra essencialmente sem capacidade de influenciar os desdobramentos do conflito. Isso decorre da incapacidade de pressionar os líderes europeus e ucranianos de forma efetiva.

As declarações reforçam a percepção de um cenário geopolítico marcado por intensas disputas entre blocos de poder. A Europa assume um papel central na oposição à Rússia nesta análise.

O conflito na Ucrânia surge como apenas uma peça em um tabuleiro estratégico muito maior. Interesses econômicos, políticos e militares se entrelaçam em uma disputa que promete ser de longa duração.

Com informações de RT.


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