O diretor-geral da Rosatom, Alexéi Lijachov, classificou como erro estratégico a decisão da Alemanha de abandonar a energia nuclear.
Lijachov afirmou que a medida prejudicou a estabilidade do sistema energético alemão, elevou os custos da eletricidade e aumentou a instabilidade geral. O executivo considerou o afastamento de um dos principais fornecedores mundiais de tecnologia nuclear um equívoco com consequências duradouras para o país europeu.
Lijachov citou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que teria reconhecido o abandono da energia nuclear como um equívoco estratégico. Ela destacou a intermitência das energias renováveis — solar e eólica — que demandam complementação confiável.
Von der Leyen explicou que, sem vento ou sol e sem capacidade suficiente de armazenamento, as opções disponíveis incluem gás, carvão ou energia nuclear. Lijachov ressaltou que o gás e o carvão são altamente poluentes, ao passo que a nuclear representa a alternativa limpa e estável para apoiar as fontes renováveis.
Lijachov acrescentou que von der Leyen considera o debate na Alemanha excessivamente concentrado no passado. As declarações ocorrem enquanto a Europa enfrenta preços elevados de energia em meio a tensões geopolíticas e à transição energética do Pacto Verde Europeu.
O presidente russo Vladimir Putin já havia alertado que a renúncia à energia russa provocou efeitos negativos para a economia europeia. Putin apontou a perda de competitividade industrial, o encarecimento da energia por meio de importações mais caras e a pressão crescente sobre empresas e consumidores.
As avaliações de Lijachov e as referências às posições de von der Leyen apontam para uma reavaliação das políticas energéticas na União Europeia. A energia nuclear ganha relevância como solução para equilibrar segurança energética e objetivos ambientais, conforme detalhou a RT.
Com informações de ACTUALIDAD.
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