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Embargo dos EUA afeta duramente setor privado cubano

0 Comentários🗣️🔥 Proprietário de um food booth em Cuba, um dos pequenos negócios afetados pelo bloqueio de petróleo dos EUA. (Foto: aljazeera.com) O bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao fornecimento de petróleo gera sérias dificuldades para o setor privado cubano, com apagões prolongados e forte alta nos preços de combustíveis. No restaurante Oishi, em Havana, […]

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Proprietário de um food booth em Cuba, um dos pequenos negócios afetados pelo bloqueio de petróleo dos EUA. (Foto: aljazeera.com)

O bloqueio imposto pelos Estados Unidos ao fornecimento de petróleo gera sérias dificuldades para o setor privado cubano, com apagões prolongados e forte alta nos preços de combustíveis.

No restaurante Oishi, em Havana, o proprietário Miguel Salva decidiu fechar as portas do estabelecimento. Os preços do diesel no mercado negro atingiram 10 dólares por litro após o racionamento adotado pelo governo.

A coproprietária do negócio de alimentação itinerante Pincharte, Elianis Aguero, viu seus custos operacionais aumentarem em oito vezes. A dependência de caminhões a diesel compromete a viabilidade do empreendimento diante da escassez de combustível.

O presidente da consultoria Quota, Eric Almeida, registrou aumento expressivo nos custos logísticos da capital. O transporte de contêineres do porto até Havana saltou de 100 a 150 dólares para no mínimo 600 dólares.

Almeida estima que sua receita líquida sofra redução entre 50 e 60 por cento ao longo deste ano. A crise energética compromete tanto a capacidade produtiva quanto a distribuição de mercadorias no país.

Diante do quadro, o governo cubano promoveu flexibilização de regras para o setor privado. As novas medidas preveem isenção de impostos na importação de painéis solares e permitem que cubanos residentes no exterior abram pequenas empresas na ilha.

Autoridades aprovaram ainda lei que autoriza a formação de empresas de capital misto. Setores como mineração e produção de açúcar agora podem receber investimentos privados de forma mais ampla.

Empresas do setor privado foram autorizadas a importar combustíveis por conta própria. As quantidades importadas até o momento representam apenas pequena fração dos 100 mil barris diários necessários pela ilha, segundo especialistas.

O pesquisador do Instituto de Energia da Universidade do Texas, Jorge Piñon, observou que Cuba produz internamente apenas 40 por cento de sua demanda energética. O restante depende de suprimentos controlados pelo Estado para manter serviços essenciais em operação.

Os empresários buscam alternativas como a instalação de painéis solares e a adoção de veículos elétricos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O preço elevado desses equipamentos no atual contexto econômico, porém, dificulta a transição energética dos negócios.

Reportagem do Al Jazeera revela os desafios enfrentados pelo empresariado cubano sob o bloqueio. Pequenos empreendedores demonstram esforço contínuo para manter suas operações ativas apesar das restrições externas impostas por Washington.


Leia também: Navios mexicanos levam ajuda a Cuba em meio a bloqueio de petróleo dos EUA


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