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Queixas contra a Sabesp crescem 70% após privatização por Tarcísio enquanto lucros sobem 32%

0 Comentários🗣️🔥 Governador Tarcísio de Freitas e outras autoridades em evento da Sabesp com confetes caindo. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br) Quase dois anos após a privatização da Sabesp por Tarcísio de Freitas, os dados revelam um contraste brutal: lucros disparam enquanto as reclamações de usuários explodem. As queixas registradas na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado […]

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Governador Tarcísio de Freitas e outras autoridades em evento da Sabesp com confetes caindo. (Foto: diariodocentrodomundo.com.br)

Quase dois anos após a privatização da Sabesp por Tarcísio de Freitas, os dados revelam um contraste brutal: lucros disparam enquanto as reclamações de usuários explodem.

As queixas registradas na Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo aumentaram 70% entre janeiro e março de 2026 ante o mesmo período de 2025. A média mensal de reclamações saltou de 1.041 para 1.770, conforme apurou Adriana Ferraz em reportagem para o UOL.

Os problemas se concentram especialmente nas periferias da capital paulista. Áreas como o Campo Limpo registram cortes frequentes no abastecimento e queixas sobre a turbidez da água que chega às residências.

O jornalista Leonardo Sakamoto, que nasceu e cresceu no Campo Limpo, criticou duramente a situação vivida por seus antigos vizinhos. Seus pais ainda residem na região e relatam os mesmos transtornos no cotidiano.

A Sabesp divulgou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 32,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Ebitda ajustado alcançou R$ 3,8 bilhões, com elevação de 26% na mesma base comparativa.

A companhia atribui os números ao corte de funcionários e à maior eficiência operacional. Para os moradores das periferias, porém, essa “eficiência” se traduz em torneiras secas e água turva.

Sakamoto deixa claro que não rejeita privatizações de forma genérica. O colunista questiona especificamente a transferência da gestão de serviços essenciais sem contrapartidas claras para a população.

Ele havia proposto, na época da venda da Sabesp, a inclusão de uma cláusula de responsabilização política. A medida puniria os defensores da privatização caso a qualidade do saneamento se deteriorasse.

O jornalista mencionou ainda os casos de Berlim e Paris, que optaram por reestatizar seus sistemas de água e esgoto. As duas cidades enfrentaram tarifas mais altas e investimentos insuficientes sob controle privado.

A experiência da Sabesp reforça o debate sobre os limites da iniciativa privada na prestação de serviços básicos. A maximização de lucros para acionistas nem sempre coincide com a garantia de acesso universal e qualidade contínua.

Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.


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