A Bacia Polo Sul-Aitken, a maior cratera de impacto conhecida na Lua, dispersou fragmentos do manto lunar por mais de 600 quilômetros. Cientistas detectaram olivina e outras rochas ígneas típicas das camadas profundas do satélite em vasta área ao redor da formação.
O estudo publicado na revista Science revela que o impacto colossal rompeu a crosta lunar e trouxe material do manto à superfície. Pesquisadores da Universidade de Brown e colaboradores identificaram esses minerais em dados orbitais coletados por missões anteriores.
A descoberta transforma a região em ponto estratégico para exploração científica. A NASA considera a Bacia Polo Sul-Aitken como candidata principal para o pouso tripulado da missão Artemis III, que ainda enfrenta atrasos e revisões orçamentárias.
A região combina exposição de manto lunar com crateras permanentemente sombreadas que podem conter depósitos de gelo de água. Esses depósitos representam recurso crítico para produção de combustível e suporte à vida em futuras bases lunares.
A missão Artemis pretende coletar amostras diretas do manto lunar exposto e testar tecnologias como novos trajes espaciais e rovers em terreno extremamente irregular. A poeira lunar abrasiva e as variações térmicas extremas representam desafios significativos para equipamentos e astronautas.
O estudo reforça que a Bacia Polo Sul-Aitken oferece janela única para compreender a composição interna e a história geológica da Lua. Análises de amostras podem validar ou refutar modelos atuais sobre a formação do satélite e dos planetas rochosos do Sistema Solar.
A combinação de valor científico e recursos potenciais torna a área prioritária para o retorno humano à Lua, conforme reportagem do Olhar Digital. A comunidade científica acompanha com expectativa os próximos passos do programa Artemis em meio a incertezas políticas e orçamentárias.
Leia também: Pesquisa determina trajetória norte-sul do impacto que formou a maior cratera lunar
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