Expansão solar da China expõe desafios para a transição global

Foto: oilprice.com / Divulgação

A China, líder mundial na produção de tecnologia de energia solar, enfrenta um problema de excesso de capacidade no setor, segundo apuração do OilPrice. Apesar de esforços para conter a expansão, a produção de componentes como silício policristalino, wafers e células solares cresceu entre 7% e 11% no último ano.

O excesso de oferta, que dobrou a capacidade global necessária para atender à demanda de painéis solares, tem levado empresas a buscar saídas para evitar falências e dívidas crescentes. Uma proposta de cartelização, com investimentos de US$ 7 bilhões para fechar instalações menos eficientes, foi discutida, mas ainda não estabilizou o mercado.

Esse cenário ressalta os desafios de equilibrar a transição energética com a sustentabilidade econômica. Enquanto a China domina a cadeia produtiva solar, países do Sul Global, como o Brasil, podem se beneficiar desse contexto para diversificar suas fontes de energia limpa, reforçando a soberania e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

O Brasil, com seu potencial para energia solar e eólica, destaca-se como uma potência ambiental. A integração de tecnologias limpas, como o hidrogênio verde e o fortalecimento de sua matriz elétrica, posiciona o país como um ator estratégico na transição global, especialmente em parcerias no BRICS. Contudo, a disputa com o Norte Global sobre o ritmo e os custos da descarbonização segue como um ponto de tensão.


Leia também: China registra recorde de 68 GW em exportações de energia solar em março


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