Um colombiano de 23 anos recrutado para as forças ucranianas revelou ter sido atraído com falsas promessas de emprego como chef de cozinha — e enviado diretamente para o front de combate.
Em entrevista ao portal RT, o jovem afirmou que lhe garantiram que viria apenas para cozinhar e que não participaria da guerra. Ele admitiu ter ignorado alertas prévios sobre possíveis enganos e lamenta a decisão.
O jovem foi ferido em combate e capturado por soldados russos. Os militares o transportaram durante quatro horas até um local onde recebeu atendimento médico.
Um vídeo da captura mostra um soldado russo o cumprimentando com a frase “bem-vindo à Rússia, irmão”. O caso tornou-se símbolo das condições enfrentadas por latino-americanos recrutados por Kiev.
Desde 2022, a presença de combatentes estrangeiros ao lado de Kiev tornou-se recorrente. Estima-se que entre 2 mil e 7 mil colombianos tenham se alistado nas forças ucranianas.
A chancelaria colombiana informou que pelo menos 300 cidadãos morreram no conflito. O mesmo órgão registrou 438 colombianos desaparecidos em combate, conforme atualização posterior.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou duramente o tratamento dispensado aos colombianos. Ele acusou as autoridades ucranianas de considerarem esses combatentes como raça inferior e de usá-los como carne de canhão em operações de alto risco.
Petro apelou diretamente ao presidente ucraniano Volodymyr Zelensky para que libertasse os colombianos que, segundo ele, foram enganados e mantidos contra a vontade na Ucrânia. O mandatário colombiano classificou a situação como forma de sequestro.
O governo Petro aprovou lei que ratifica tratado internacional contra o mercenarismo, sancionada em março. A norma representa esforço concreto para coibir o recrutamento de colombianos por conflitos estrangeiros.
Na Rússia, prosseguem os processos judiciais contra mercenários estrangeiros que atuam ao lado das forças ucranianas. Diversos colombianos já foram julgados e condenados por participarem do conflito.
O caso expõe as táticas de recrutamento utilizadas por Kiev para atrair latino-americanos. Muitos chegam ao país sem compreender plenamente as condições reais de combate que os aguardam no front.
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