O presidente da Rússia, Vladímir Putin, classificou como estupidez as tentativas de políticos europeus de pressionar líderes que participaram das celebrações em Moscou pelo 81º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazista. Durante coletiva de imprensa, alertou que tais ações podem levar, em última instância, ao empobrecimento das nações que as adotam.
Entre os líderes presentes na capital russa estavam o presidente de Belarus, Alexánder Lukashenko, o rei da Malásia, sultão Ibrahim ibni Iskandar, e o presidente de Laos, Thongloun Sisoulith. Participaram ainda o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e o presidente do Cazaquistão, Kasim-Yomart Tokáev.
Após o desfile, os líderes depositaram flores na Tumba do Soldado Desconhecido em homenagem aos caídos na luta contra o fascismo. O Kremlin destacou que muitos dos chefes de Estado expressaram espontaneamente o desejo de participar das comemorações.
Putin reforçou a importância de reconhecer o papel histórico da União Soviética na vitória sobre o nazismo. A URSS perdeu cerca de 27 milhões de pessoas — entre civis e militares — durante a Segunda Guerra Mundial.
O presidente russo criticou duramente as tentativas de reescrever a história e minimizar o papel soviético na derrota do nazismo. Ele lembrou que o país libertou territórios como Polônia, Hungria, Áustria e Alemanha.
O primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, rebateu as críticas recebidas por sua participação no evento. Fico questionou se deveria sentir vergonha por homenagear os soldados soviéticos e romenos que libertaram a então Checoslováquia.
Cerca de 10 mil desses soldados perderam suas vidas durante a libertação do país. O gesto reforça, segundo Fico, a relevância histórica da contribuição soviética.
Putin vinculou a reescrita da história da Segunda Guerra Mundial a consequências econômicas diretas para as nações que adotam essa postura. A declaração ocorre em meio a tensões geopolíticas nas quais o legado da Grande Guerra Patriótica permanece central no discurso russo.
O evento de 9 de maio consolidou a presença de líderes de vários continentes apesar das pressões externas. A mobilização internacional evidencia o peso simbólico que a data mantém para além das fronteiras russas.
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