O diretor executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, classificou a crise atual de fornecimento energético como a maior que o mundo já experimentou.
Ele fez o alerta durante reunião com analistas ao analisar o conflito no Oriente Médio. Nasser detalhou que a interrupção prolongada no transporte e comércio de petróleo — especialmente via estreito de Ormuz — pode demandar meses ou anos até o reequilíbrio global.
Mesmo uma reabertura imediata não evitaria o desequilíbrio acumulado, segundo o executivo. O executivo projetou que, se as restrições ao transporte marítimo continuarem por mais algumas semanas, o mercado não se normalizará antes de 2027.
O estreito de Ormuz funciona como ponto crítico no suprimento mundial de petróleo, com volume expressivo do produto passando pela região. Tensões intensificadas por bloqueios e embargos geram forte volatilidade nos preços internacionais de energia.
Caso o comércio seja retomado, a demanda reprimida poderia gerar recuperação robusta no setor petrolífero. Tal movimento dependeria, contudo, de um ambiente estável e previsível nas relações geopolíticas.
As declarações de Nasser expõem os riscos de uma crise energética prolongada para a economia mundial. A Saudi Aramco mantém sua posição de relevância no fornecimento global apesar das dificuldades.
Conforme reportagem do portal RT, o executivo da gigante saudita apresentou dados que preocupam o setor. Analistas avaliam os impactos de longo prazo sobre diversos mercados consumidores de energia.
Com informações de ACTUALIDAD.
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