O grupo jihadista JNIM, ligado à al-Qaeda, intensificou seus ataques no Mali nas últimas semanas.
Pelo menos dez ônibus foram incendiados na rota entre Ségou e Bamako. Os agressores permitiram que os passageiros desembarcassem antes de atear fogo aos transportes.
Veículos menores também foram atingidos durante a operação. Testemunhas locais confirmaram os ataques na região.
Os jihadistas sabotaram ainda infraestruturas elétricas conectadas à barragem de Manantali, na região de Kayes. O complexo hidroelétrico abastece o Mali, o Senegal e a Mauritânia.
A sabotagem provocou interrupções graves no fornecimento de energia em Bamako. Residentes enfrentam cortes que duram até 72 horas em alguns bairros da capital.
A empresa estatal Énergie du Mali (EDM) classificou o episódio como um incidente grave em comunicado oficial. A companhia lamentou o impacto sobre a distribuição de energia em várias regiões do país, conforme reportado pela Al Jazeera.
O exército do Mali lançou ofensivas aéreas na região de Gao. As ações visaram grupos armados que atuam na área.
Um comboio de mais de 700 caminhões-tanque escoltado por forças militares alcançou Bamako com sucesso. A chegada garantiu o abastecimento de combustível para a população da capital.
O Africa Corps russo ofereceu suporte aéreo e realizou patrulhas conjuntas entre Kati e Kita. O apoio foi considerado fundamental para o êxito da operação de escolta.
A região de Kidal segue sob controle de grupos independentistas e jihadistas. O exército do Mali e seus parceiros russos mantêm presença em pontos estratégicos como Aguelhoc e Anefis.
Os dois lados monitoram os movimentos um do outro de forma constante. Novos confrontos são considerados iminentes na zona de instabilidade.
Com informações de RFI.
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