O grupo jihadista JNIM, ligado à al-Qaeda, intensificou seus ataques no Mali nas últimas semanas.
Pelo menos dez ônibus foram incendiados na rota entre Ségou e Bamako. Os agressores permitiram que os passageiros desembarcassem antes de atear fogo aos transportes.
Veículos menores também foram atingidos durante a operação. Testemunhas locais confirmaram os ataques na região.
Os jihadistas sabotaram ainda infraestruturas elétricas conectadas à barragem de Manantali, na região de Kayes. O complexo hidroelétrico abastece o Mali, o Senegal e a Mauritânia.
A sabotagem provocou interrupções graves no fornecimento de energia em Bamako. Residentes enfrentam cortes que duram até 72 horas em alguns bairros da capital.
A empresa estatal Énergie du Mali (EDM) classificou o episódio como um incidente grave em comunicado oficial. A companhia lamentou o impacto sobre a distribuição de energia em várias regiões do país, conforme reportado pela Al Jazeera.
O exército do Mali lançou ofensivas aéreas na região de Gao. As ações visaram grupos armados que atuam na área.
Um comboio de mais de 700 caminhões-tanque escoltado por forças militares alcançou Bamako com sucesso. A chegada garantiu o abastecimento de combustível para a população da capital.
O Africa Corps russo ofereceu suporte aéreo e realizou patrulhas conjuntas entre Kati e Kita. O apoio foi considerado fundamental para o êxito da operação de escolta.
A região de Kidal segue sob controle de grupos independentistas e jihadistas. O exército do Mali e seus parceiros russos mantêm presença em pontos estratégicos como Aguelhoc e Anefis.
Os dois lados monitoram os movimentos um do outro de forma constante. Novos confrontos são considerados iminentes na zona de instabilidade.
Com informações de RFI.
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Pedro Neto
12/05/2026
Vai pra Cuba, seu comunista, que lá não tem barragem pra sabotar, só miséria.
Tiago Mendes
12/05/2026
Pedro, Jesus passou a vida ao lado dos pobres e oprimidos, e eu prefiro ser chamado de comunista por seguir o Evangelho do que aplaudir omissão enquanto barragens são sabotadas e vidas se perdem. Cuba tem seus problemas, mas miséria mesmo é achar que segurança se constrói com indiferença ao próximo.
Ricardo Almeida
12/05/2026
Pedro, sua saída pra Cuba é só clichê que evita o debate: o problema ali não é falta de barragem, é colapso institucional igual ao do Mali, só que com outro rótulo ideológico. Trocar insulto por insulto não constrói segurança pra ninguém.
Lucas Moreira
12/05/2026
Mais um exemplo clássico de que Estado grande e frágil não protege nem infraestrutura crítica. Enquanto os governos continuarem inchando a máquina com políticas assistencialistas e negligenciando segurança e desenvolvimento, a barbárie avança. Se o Mali tivesse menos intervencionismo e mais abertura econômica, talvez o setor privado pudesse ao menos manter a barragem funcionando. Mas é mais fácil culpar o mercado do que admitir que o monopólio estatal da força falhou.
Cecília Silva
12/05/2026
Lucas, com todo respeito, mas essa visão de que o setor privado salva infraestrutura em país frágil é papo de quem nunca viu empresa grande sumir quando o lucro aperta. O Mali não foi destruído pelo “Estado grande”, mas por décadas de intervenção estrangeira e exploração que sugou os recursos dele — e mercado nenhum vai reconstruir nada sem garantir antes o próprio lucro. O problema não é monopólio estatal da força, é que o Estado nunca teve força pra ser soberano de verdade, porque o colonialismo e o capital internacional trataram a África como quintal.
Bia Carioca
12/05/2026
Lucas, você acha que alguma empresa privada ia investir um tostão pra manter barragem no Mali se não tivesse garantia de lucro? Infraestrutura crítica não se sustenta com ‘mão invisível’, se sustenta com planejamento estatal e soberania. O problema não é Estado grande, é estado entregue às intervenções estrangeiras que vocês adoram chamar de ‘abertura econômica’.