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O terrorista do Dark Horse

0 Comentários🗣️🔥 A tentativa da extrema-direita de terceirizar a segurança pública brasileira para os Estados Unidos revela a fragilidade do discurso nacionalista de seus líderes. Ao defender a intervenção estrangeira, parlamentares desconsideram o risco de submeter o país a sanções econômicas e intervenções militares de potências externas. A principal bandeira do senador da República, Flávio […]

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Donald Trump e Flavio Bolsonaro no Salão Oval
O ex-presidente norte-americano Donald Trump e o senador brasileiro Flávio Bolsonaro. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

A tentativa da extrema-direita de terceirizar a segurança pública brasileira para os Estados Unidos revela a fragilidade do discurso nacionalista de seus líderes. Ao defender a intervenção estrangeira, parlamentares desconsideram o risco de submeter o país a sanções econômicas e intervenções militares de potências externas.

A principal bandeira do senador da República, Flávio Bolsonaro, consiste em pressionar o governo norte-americano para classificar facções nacionais como entidades terroristas. O primeiro passo dessa estratégia seria a validação pelo Departamento de Estado em Washington para justificar ações de tutela externa sobre o território nacional, conforme já discutido nos debates sobre o alinhamento com Donald Trump.

O plano de transferir o controle da segurança interna para autoridades de Washington ignora que organizações criminosas se infiltram facilmente em estruturas privadas e governamentais. Ao permitir essa ingerência, a soberania nacional do Brasil seria severamente comprometida por decisões unilaterais da diplomacia estrangeira.

No entanto, um surpreendente desdobramento policial expôs a contradição moral daqueles que cobram a intervenção armada de Washington contra o crime organizado. As investigações da Polícia Civil de São Paulo revelaram que a entidade contratada pela prefeitura paulistana subcontratou uma empresa ligada a um suposto integrante do Primeiro Comando da Capital.

A situação se torna ainda mais grave porque a mesma produtora responsável pelo contrato de internet na periferia também financia a realização do documentário Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse cruzamento financeiro sob investigação policial demonstra como a retórica de combate ao crime organizado desmorona diante de interesses econômicos e eleitorais imediatos, afetando inclusive as articulações de sua própria chapa familiar.

Os problemas de segurança pública do Brasil devem ser resolvidos de forma autônoma pelo Estado brasileiro, sem a entrega de nossa independência geopolítica a governos estrangeiros. O fortalecimento das instituições nacionais e a inteligência policial são os únicos caminhos viáveis para combater o crime sem curvar a nação a interesses externos.


Contratado por produtora de Dark Horse é apontado como membro do PCC

Por Renan Porto, no Metrópoles

Investigada por desviar dinheiro da Prefeitura de São Paulo, a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) subcontratou uma empresa que tem como sócio um suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) para atender a demanda da gestão municipal. Segundo autoridades do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Alex Leandro Bispo, que representa a Favela Conectada, teria entrado para o crime organizado quando cumpriu pena em presídios dominados pela facção, como a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior paulista.

O ICB, representado por Karina Ferreira da Gama, foi contratado por R$ 108 milhões para instalar 5 mil pontos de Wi-fi na periferia da capital. Desse valor, R$ 12 milhões teriam sido destinados à empresa de Alex Leandro para realizar o serviço. A Polícia Civil de São Paulo investiga se o dinheiro foi desviado. Uma das hipóteses é que tenha ajudado a custear o filme Dark Horse, que contará a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A produtora responsável pelo longa-metragem é a Go Up Entertainment, cuja sócia é justamente Karina Gama.

O sócio da Favela Conectada tem três condenações por roubo e ficou preso em regime fechado por 13 anos. No período, passou por pelo menos 13 unidades prisionais. Entre os crimes que levaram às condenações, está o sequestro de um sobrinho do deputado estadual Eduardo Suplicy (PT). Em dezembro do ano passado, voltou a ser detido, acusado de jogar do 10º andar de um prédio a própria companheira, Maria Katiane Gomes da Silva.

Durante a investigação do caso, a polícia teve acesso a um vídeo, feito por um vizinho, em que Alex Leandro teria dito ter o “escorpião do PCC”. Segundo a investigação, o aracnídeo seria um símbolo da facção. Em depoimento, o homem chegou a ser questionado sobre o suposto vínculo com a organização criminosa, mas negou.

Na decisão que tornou Alex Leandro réu, a juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro, da 5ª Vara do Júri, citou o fato de o réu já ter sido condenado criminalmente em uma ocasião anterior e que há notícias de que ele se “vangloriava em ser ‘escorpião do PCC’ e em ter ‘irmãos’”, o que, de acordo com a juíza, indica possível envolvimento com a organização criminosa.

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