Uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha revelou que aproximadamente 68 milhões de brasileiros vivem em áreas controladas por facções criminosas e milícias. Esse número equivale a 41% da população do país.
Quase metade dos entrevistados classificou a atuação desses grupos como visível ou muito visível. O presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, alertou para a consolidação do crime organizado no território nacional.
Lima citou o Primeiro Comando da Capital, o Comando Vermelho e outras 30 a 40 facções que assumiram o controle de aspectos importantes da vida cotidiana nas regiões afetadas. Ele comparou a situação atual com os temores de décadas passadas e concluiu que o crime se tornou muito mais estruturado.
As organizações criminosas operam hoje com cadeias bem definidas que incluem fraudes bancárias e outros delitos sofisticados, para além de roubos simples. Cerca de um terço dos participantes afirmou que o crime organizado dita as regras de convivência em seus bairros com grande influência.
Quando se incluem os níveis moderado e pequeno de impacto, mais da metade dos moradores dessas áreas relatam sentir a presença constante das facções no dia a dia. Esse domínio interfere diretamente na economia local e na liberdade de circulação das pessoas.
A diretora-executiva do Fórum, Samira Bueno, explicou que a violência produz efeitos profundos no bem-estar psicológico e econômico da população. Ela observou que o medo modifica comportamentos, reduzindo a mobilidade e o consumo nas comunidades afetadas.
Doze por cento dos entrevistados relataram ter sido forçados a contratar serviços oferecidos diretamente por facções, como TV a cabo, internet e fornecimento de eletricidade. Outros nove por cento indicaram a necessidade de adquirir produtos em comércios controlados por esses grupos.
O estudo foi encomendado para alimentar o debate sobre segurança pública nas eleições de 2026, conforme apontou o FORUMSEGURANCA em seu relatório. Muitos candidatos optam por atribuir a culpa do avanço do crime a adversários políticos ou a outros níveis de governo, em vez de propor soluções conjuntas.
O enfrentamento ao problema exige medidas integradas que considerem todas as dimensões do fenômeno do crime organizado. A segurança pública não pode se restringir ao endurecimento das leis penais ou a ações de confronto direto.
O levantamento se baseou em 2.004 entrevistas presenciais realizadas em 137 municípios. A pesquisa conta com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Com informações de DIARIODOCENTRODOMUNDO.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.
if(!email) { responses.innerHTML = "Por favor, insira um e-mail válido."; return; }
button.innerText = "Enviando..."; button.style.opacity = "0.7"; button.disabled = true; responses.innerHTML = "";
// Transforma a action nativa em endpoint JSONP e anexa os dados var formAction = this.action.replace('/post?', '/post-json?'); var formData = new FormData(this); var url = formAction;
for (var pair of formData.entries()) { url += "&" + encodeURIComponent(pair[0]) + "=" + encodeURIComponent(pair[1]); }
var script = document.createElement('script'); var callbackName = 'mailchimpCallback' + new Date().getTime(); window[callbackName] = function(data) { button.innerText = "ASSINAR"; button.style.opacity = "1"; button.disabled = false;
if (data.result === 'success') { responses.innerHTML = "✅ Inscrição confirmada com sucesso! Bem-vindo(a) ao O Cafezinho."; document.getElementById('mce-EMAIL-ajax').value = ''; } else { var msg = data.msg || ""; if(msg.includes('is already subscribed')) { msg = "⚠️ Este e-mail já está assinado na nossa newsletter."; } else if(msg.includes('too many')) { msg = "⚠️ Muitas tentativas. Tente novamente mais tarde."; } else if(msg.includes('domain')) { msg = "⚠️ O domínio do e-mail é inválido."; } else { msg = "⚠️ Erro: " + msg; } msg = msg.replace(/^[0-9]+\s-\s/, ''); responses.innerHTML = "" + msg + ""; } delete window[callbackName]; document.body.removeChild(script); };
url = url + '&c=' + callbackName; script.src = url; document.body.appendChild(script); });