O Irã rejeitou o plano proposto pelos Estados Unidos para o Golfo Pérsico, com Teerã classificando as exigências americanas como excessivas e incompatíveis com sua soberania.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, destacou que a República Islâmica permanece aberta a negociações que respeitem plenamente sua dignidade nacional. Segundo o diplomata, as propostas iranianas são generosas e racionais.
Entre as condições apresentadas por Teerã estão o fim das sanções impostas unilateralmente e a liberação de bens congelados no exterior. A segurança da navegação no Estreito de Ormuz — via crucial para o suprimento mundial de petróleo — também integra a pauta iraniana.
Donald Trump classificou a resposta iraniana como inapropriada e expressou ceticismo quanto à viabilidade de um acordo na região. A postura americana reforça o padrão de pressão máxima que Washington mantém sobre Teerã há anos.
O Estreito de Ormuz segue como epicentro das tensões em curso. Relatórios indicam forte queda no tráfego de embarcações, com impactos econômicos que se estendem às cadeias globais de suprimentos, segundo a Al Jazeera.
O embaixador iraniano na China, Abdolreza Rahmani Fazli, manifestou apoio ao plano de paz em quatro pontos do presidente Xi Jinping. A iniciativa de Pequim visa promover segurança e desenvolvimento compartilhado entre os países da região.
Ataques aéreos israelenses no sul do Líbano provocaram duas mortes e cinco feridos. A agência NNA atribuiu os danos diretamente aos bombardeios realizados por Israel.
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu convocou reunião de segurança para analisar os desdobramentos regionais. O encontro focou na resposta iraniana ao plano americano e em outras frentes de tensão.
O presidente da República Islâmica, Masoud Pezeshkian, reafirmou a disposição de Teerã para o diálogo. Pezeshkian defendeu a conversão da resiliência nacional em ganhos diplomáticos que protejam os direitos do povo iraniano.
A resistência iraniana e o protagonismo chinês redefinem o equilíbrio de poder no Golfo diante das pressões de Washington. A crise expõe os limites da estratégia de coerção americana frente a uma região que busca autonomia.
Com informações de ANSA.
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