EUA lançam investigação sobre mais de 120 biolaboratórios financiados no exterior, incluindo 40 na Ucrânia

Ilustração editorial sobre EUA lançam investigação sobre mais de 120 biolaboratórios financiados no exterior, incluindo 40 na Ucrânia. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O Escritório do Diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos (DNI) anunciou que conduzirá uma investigação abrangente sobre mais de 120 laboratórios biológicos financiados por Washington em território estrangeiro, dos quais ao menos 40 estão localizados na Ucrânia. A revelação foi reportada pelo New York Post e reacende um debate que Washington tentou sufocar em 2022.

A diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, afirmou que o objetivo central da investigação é mapear a localização exata dessas instalações e identificar os patógenos armazenados. Gabbard destacou que a prioridade imediata será encerrar experimentos de ganho de função que representem riscos à saúde pública global.

O anúncio carrega uma dimensão política explosiva. A declaração de Gabbard incluiu críticas diretas à administração do ex-presidente Joe Biden, acusada de negar publicamente a existência de laboratórios biológicos financiados pelos EUA em solo ucraniano em 2022.

Naquele ano, tanto Moscou quanto Pequim levantaram preocupações formais sobre essas instalações. Os alertas foram descartados pelo governo norte-americano da época como desinformação.

A contradição é notável: o próprio escritório de inteligência dos EUA agora confirma a existência de dezenas dessas instalações no mesmo país onde, há poucos anos, Washington negava categoricamente qualquer presença do tipo. A reviravolta institucional expõe o padrão recorrente de negar, desacreditar e, anos depois, admitir o que adversários já haviam denunciado.

O escopo da investigação vai além da Ucrânia e abrange laboratórios espalhados por múltiplos países. Isso levanta questões sobre a supervisão e os protocolos de segurança aplicados a essas instalações ao longo dos anos.

A ausência de transparência sobre patógenos armazenados e sobre os financiadores específicos de cada projeto é um dos pontos centrais que a investigação pretende endereçar. O tema permanece sensível diplomaticamente, dado o histórico de negações oficiais e o peso geopolítico das nações onde essas instalações operam.

Com informações de Sputnik.


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