O preço do frango em pedaços recuou 2,14% em abril, segundo dados do IBGE divulgados pela Folha de S.Paulo. É o movimento mais intenso de queda registrado para o produto no período recente — e vai na contramão do grupo alimentação e bebidas, que subiu 1,34% no mesmo mês.
Em março, o frango em pedaços havia ficado praticamente estável, com alta de apenas 0,04%. A virada para -2,14% em abril representa, portanto, uma inversão brusca de trajetória — de estagnação para deflação expressiva em um único mês.
Na comparação com abril de 2025, o contraste é ainda mais marcante. Há um ano, o produto registrava alta mensal de 1,90%. O recuo atual de 2,14% indica que a pressão que existia sobre o frango em pedaços há doze meses simplesmente se dissipou.
No acumulado dos últimos 12 meses encerrado em abril de 2026, o frango em pedaços acumula queda de 3,16%. O consumidor que compra o produto regularmente pagou, na média, menos do que pagava um ano atrás.
Esse acumulado de -3,16% contrasta com o número de março, quando os 12 meses ainda fechavam em alta de 0,83%. A virada para território negativo ocorreu em apenas um mês — reflexo direto da deflação de abril puxando o índice para baixo.
A diferença em relação ao mesmo acumulado de 12 meses de abril de 2025 é gritante: naquele momento, o frango em pedaços acumulava alta de 12,21% no período. Sair de +12,21% para -3,16% em doze meses representa uma reversão de mais de 15 pontos percentuais.
O descompasso com o restante da cesta alimentar chama atenção. Enquanto o frango alivia o bolso, outros itens seguem pressionando o IPCA — que fechou abril em 0,67%, com alimentação e bebidas como principal vetor de alta. Para o consumidor de baixa renda, que depende de proteínas baratas, a queda no frango é um alívio concreto. Mas ele não vem sozinho: vem num contexto em que o índice geral de inflação acumula 4,39% em 12 meses e se aproxima do teto da meta do Banco Central.
Com informações de fonte original.
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