A Nvidia já não é apenas fabricante de chips — é uma força de capital que está comprando o futuro da inteligência artificial. A empresa ultrapassou a marca de US$ 40 bilhões em investimentos em ações e acordos estratégicos só em 2026, conforme apurou a CNBC via Times Brasil.
O movimento vai muito além das GPUs. A companhia passou a direcionar recursos para data centers, infraestrutura de redes e tecnologias ópticas — áreas que formam a espinha dorsal de qualquer sistema de IA de grande escala. Quem controla essa cadeia, controla o acesso ao poder computacional.
A ofensiva ganhou força com novos anúncios envolvendo empresas de infraestrutura em plena corrida global por capacidade de processamento. A demanda por chips disparou, e a Nvidia quer garantir que nenhum elo dessa cadeia escape ao seu raio de influência.
Para o Sul Global, o recado é duro: concentrar tanto poder em uma única empresa americana — com histórico de submissão às restrições de exportação impostas por Washington — significa que países como o Brasil dependem de uma infraestrutura que pode ser cortada por decreto político a qualquer momento.
Não por acaso, alternativas como os chips Ascend da Huawei e os modelos abertos DeepSeek e Qwen, desenvolvidos na China, ganham relevância estratégica crescente. Enquanto a Nvidia consolida seu monopólio, o espaço para soberania computacional real só existe fora do ecossistema que ela está comprando.
Com informações de TECHCRUNCH.
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