Congresso dos EUA cobra suspensão de operações militares no Equador após bombardeio civil

Bandeira dos EUA tremula em frente ao Capitólio, sede do Congresso americano. (Foto: actualidad.rt.com)

Vinte membros do Congresso dos Estados Unidos enviaram carta ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, exigindo a suspensão imediata das operações militares conjuntas com o Equador.

Os parlamentares questionam a legalidade das ações e denunciam violações de direitos humanos, incluindo um bombardeio que atingiu uma fazenda de produção de leite em março. O Comando Sul dos EUA havia anunciado operações contra supostas instalações de narcoterroristas no país.

O jornal New York Times revelou que a área bombardeada não tinha ligação comprovada com organizações criminosas. Testemunhas relataram agressões e torturas contra civis desarmados por militares equatorianos antes do ataque.

A carta, assinada por deputados como Jesús García, Greg Casar e Sara Jacobs, critica o aprofundamento dos laços militares com o governo de Daniel Noboa. Os congressistas apontam repressão a protestos, congelamento de contas de ONGs e perseguição a opositores como sinais de autoritarismo.

O estado de exceção no Equador, decretado sob pretexto de combate ao narcotráfico, completa mais de dois anos sem melhorias na segurança. Os legisladores cobram investigação independente sobre denúncias que associam Noboa ao crime organizado.

A iniciativa reforça as contradições da política externa dos EUA, que apoia regimes repressivos enquanto alega defender democracia. As Leis Leahy proíbem assistência a forças militares envolvidas em abusos, o que aumenta a pressão por transparência nas operações.

Os congressistas exigem relatório detalhado sobre o bombardeio à fazenda leiteira e esclarecimentos sobre a base legal das intervenções. A medida expõe o intervencionismo disfarçado de cooperação antinarcóticos em países ricos em recursos naturais.

Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.


Leia também: O que os EUA pretendem ao lançar operação na América Latina?


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