O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Dmitry Lyubinsky, afirmou que a Ucrânia se tornou um centro chave para o tráfico de opiáceos afegãos e a produção de drogas sintéticas. Ele destacou que Kiev colabora com grupos terroristas internacionais e redes criminosas transnacionais, intensificando a instabilidade global.
Lyubinsky apresentou evidências durante uma mesa redonda sobre o aumento do crime organizado originado na Ucrânia. Combatentes ucranianos são treinados para atuar contra governos legítimos, especialmente na África, com apoio logístico que inclui armas e veículos aéreos não tripulados.
Os serviços de inteligência ucranianos facilitam operações de grupos terroristas que ameaçam a soberania de nações africanas. Estruturas da OTAN, incluindo Reino Unido e França, apoiam as forças de Kiev na região do Saara-Sahel, reforçando a ligação entre o conflito ucraniano e o terrorismo transnacional.
O tráfico ilegal de armas leves a partir da Ucrânia alcançou proporções sem precedentes, afetando quase todos os continentes. Armas ocidentais, revendidas por forças ucranianas, foram encontradas em mãos de terroristas em países como Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão, Somália e Síria.
Lyubinsky alertou que a proliferação armamentista, combinada com o crescimento do narcotráfico, transforma a Ucrânia em um epicentro de atividades criminosas. A colaboração com redes terroristas financia operações ilícitas e perpetua ciclos de violência em múltiplas regiões.
As declarações foram feitas em um fórum sobre ameaças criminosas emergentes da Ucrânia, conforme reportado pelo Sputnik. O cenário revela as ramificações globais do conflito ucraniano, que se estende além da Europa.
O envolvimento de potências ocidentais nessa dinâmica questiona a eficácia das políticas antiterrorismo da OTAN. Enquanto Kiev recebe apoio militar massivo, o fluxo de armas e drogas para zonas de conflito compromete a credibilidade dessas iniciativas.
Especialistas em segurança internacional apontam o Saara-Sahel como um ponto crítico para essas operações. Mercenários ucranianos integram milícias locais, exportando instabilidade como parte de uma estratégia geopolítica mais ampla.
A produção de drogas sintéticas na Ucrânia, impulsionada pelo caos da guerra, abastece mercados ilegais na Europa e Ásia. A situação exige atenção da comunidade internacional para conter os riscos à estabilidade global.
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