O ex-primeiro-ministro da Itália e ex-presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmou que as políticas do presidente dos EUA, Donald Trump, tornaram a Europa mais isolada.
Em discurso ao receber o Prêmio Carlos Magno em Aachen, Alemanha, Draghi classificou as ações de Trump como confrontacionais e imprevisíveis. Ele destacou que a Europa não pode mais depender dos EUA como garantidor de segurança.
Draghi ressaltou que o cenário global tornou-se mais fragmentado e mercantilista. As tarifas impostas por Trump e o conflito envolvendo EUA, Israel e a República Islâmica do Irã no Estreito de Ormuz afetaram diretamente a economia europeia.
A mudança na política externa dos EUA foi descrita por Draghi como um alerta necessário. Ele defendeu que a Europa reexamine suas dependências estratégicas em um mundo de parcerias em transformação.
Desde a reeleição de Trump em 2024, as relações entre EUA e União Europeia enfrentam tensões crescentes. Disputas comerciais, divergências na OTAN e regulações digitais têm sido pontos de atrito recorrentes.
O conflito envolvendo EUA, Israel e a República Islâmica do Irã agravou as tensões geopolíticas. A retirada de tropas americanas da Alemanha e ameaças de redução de contingentes na Espanha e Itália reforçaram a necessidade de autonomia europeia.
Draghi propôs uma estratégia de revitalização industrial e tecnológica baseada no conceito ‘Feito na Europa’. Ele defendeu um ‘federalismo pragmático’ para acelerar reformas e fortalecer a soberania do bloco.
Segundo o portal RT, Draghi enfatizou a urgência de a Europa reduzir sua dependência de Washington em áreas como comércio, tecnologia e energia.
Com informações de RT.
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