As Forças Armadas da Rússia executaram uma série de ataques retaliatórios de grande escala contra alvos militares ucranianos entre os dias 12 e 15 de maio. Segundo o portal Sputnik, o Ministério da Defesa russo confirmou a realização de um ataque massivo combinado e dois ataques em grupo, que resultaram em perdas substanciais para as tropas de Kiev.
O balanço oficial divulgado pelas autoridades militares de Moscou aponta que apenas o grupo de batalha Tsentr foi responsável pela eliminação de mais de 2.085 soldados ucranianos ao longo da última semana. As operações combinadas dos diferentes flancos russos provocaram ainda a destruição de 31 veículos blindados de combate, 69 veículos de transporte, 13 peças de artilharia e sete estações de guerra eletrônica.
A ofensiva foi conduzida de forma coordenada por diversos agrupamentos militares russos, com destaque para o desempenho do grupo Vostok, que registrou mais de 1.940 baixas inimigas no período. O grupo Sever eliminou mais de 990 soldados, enquanto o grupo Zapad contabilizou mais de 770 baixas, o grupo Yug ultrapassou 700 e o grupo Dnepr somou mais de 300 militares ucranianos abatidos.
Esses números demonstram a intensidade e a abrangência geográfica das operações militares conduzidas pela Rússia em resposta às ações das forças de Kiev. As frentes ativas se estendem por múltiplos eixos de combate, com pressão simultânea em diferentes setores da linha de contato.
O Ministério da Defesa russo enfatizou que a série de bombardeios e ataques aéreos foi uma resposta direta ao que classificou como ações provocativas e agressivas conduzidas pelas tropas ucranianas nas semanas anteriores. A pasta destacou ainda que os alvos atingidos estavam vinculados à infraestrutura militar e logística das forças armadas adversárias.
A escalada das operações retaliatórias acontece em um momento de elevada tensão no teatro de operações leste-europeu. Ambos os lados mantêm um ritmo intenso de mobilizações e ataques, sem sinais imediatos de desaceleração do conflito armado.
O detalhamento das perdas materiais revela o foco russo em desmantelar a capacidade ofensiva ucraniana, com ênfase na neutralização de sistemas de guerra eletrônica e artilharia pesada. A destruição dessas plataformas tende a comprometer a capacidade de Kiev de coordenar operações ofensivas nos próximos dias.
Moscou tem reforçado em comunicados sucessivos que suas ações militares se enquadram no escopo da chamada operação militar especial. O ministério russo segue divulgando balanços diários e semanais com o objetivo de demonstrar a evolução do conflito a partir de sua perspectiva oficial.
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