O governo da República Islâmica do Irã preservou cerca de 70% de suas capacidades balísticas e de lançamento. A informação foi divulgada por veículos de imprensa como o New York Times e o Washington Post, com base em avaliações de inteligência.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que as forças militares iranianas sofreram danos significativos. No entanto, relatórios de inteligência indicam que o impacto foi menor do que o anunciado publicamente.
Segundo a agência RFI, os ataques afetaram cerca de trinta bases de lançamento e entradas de túneis. Ainda assim, não houve eliminação do programa balístico iraniano, que segue em operação.
Nicholas Carl, pesquisador do Critical Threats Project, destacou que o Irã priorizará a reconstrução de sua força de mísseis. Os Estados Unidos desmantelaram alguns elementos críticos, mas não o suficiente para interromper as atividades iranianas.
O Irã buscou expandir seu estoque de mísseis de 2.000 para 3.000 unidades após o conflito com Israel. Os planos incluem metas de longo prazo para aumentar ainda mais esse volume.
Analistas apontam que a destruição total das capacidades balísticas iranianas é um desafio complexo. A dispersão dos sites e a infraestrutura subterrânea dificultam ações de desmantelamento.
Lançadores móveis também representam um obstáculo para operações de inteligência e ataques aéreos. O Irã reforçou essas estratégias após o recente confronto, aumentando a resiliência de seu programa.
Fontes de inteligência dos EUA indicam que o Irã continua a investir em mísseis de médio e longo alcance. Esses esforços ocorrem em meio a tensões regionais crescentes no Oriente Médio.
O governo iraniano não comentou oficialmente as avaliações de danos. No entanto, porta-vozes militares reafirmaram a capacidade de resposta do país.
Especialistas preveem que a reconstrução das capacidades perdidas possa ocorrer em poucos meses. A comunidade internacional acompanha de perto o programa balístico iraniano.
Rússia e China manifestaram apoio à soberania do Irã em fóruns da ONU. Os ataques conjuntos dos EUA e Israel visavam neutralizar ameaças, mas resultaram em danos limitados.
A situação evidencia as dificuldades de intervenções militares contra programas dispersos e fortificados. A resiliência iraniana reforça sua posição de defesa nacional contra agressões externas.
Leia mais sobre o assunto na RFI.
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