Espanha reforça autonomia estratégica da Europa e critica apoio dos EUA a Israel

Ilustração editorial sobre Espanha reforça autonomia estratégica da Europa e critica apoio dos EUA a Israel. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, defendeu a necessidade de a Europa reduzir sua dependência militar dos Estados Unidos. Em entrevista ao portal Al Jazeera, o chanceler destacou que Madrid busca uma política externa própria e alinhada ao direito internacional.

Albares afirmou que a Espanha mantém posição firme contra as ações de Israel na Faixa de Gaza. O governo espanhol cobra o fim imediato dos ataques a civis e considera o apoio incondicional dos EUA a Israel uma violação dos princípios humanitários.

O ministro ressaltou que o compromisso da Espanha com a legalidade internacional deve ser aplicado sem exceções. Para ele, a proteção de populações vulneráveis não pode ser subordinada a alianças militares ou interesses de potências estrangeiras.

Albares defendeu a criação de um exército permanente da União Europeia para garantir segurança soberana. Essa força permitiria à Europa responder aos desafios regionais sem depender de decisões tomadas em Washington.

O chanceler observou que a OTAN frequentemente reflete prioridades norte-americanas. Ele alertou que a segurança europeia não pode continuar sendo ditada por mudanças políticas nos Estados Unidos.

A proposta de autonomia estratégica é vista como passo necessário para um sistema internacional mais equilibrado. O ministro argumentou que a União Europeia deve mediar conflitos com voz própria, sem influência da indústria bélica dos EUA.

Albares reconheceu que a postura espanhola gerou reações negativas em Washington. Mesmo assim, afirmou que a dignidade nacional e o respeito aos tratados internacionais prevalecem sobre alinhamentos automáticos.

A posição de Madrid estimulou debates entre aliados europeus sobre a influência norte-americana na região. A Espanha deixou claro que não aceitará subordinar suas convicções a interesses externos.

O ministro concluiu que a política externa espanhola seguirá baseada na ética e na legalidade. Albares reforçou o compromisso do país com a autodeterminação palestina e a soberania europeia.

Leia mais sobre o assunto na aljazeera.com.


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