Flávio Bolsonaro e Derrite promovem modelo punitivo de segurança inspirado em Bukele

Eduardo Bolsonaro (à esquerda) e outros dois homens aparecem em vídeo exibido em evento. (Foto: metropoles.com)

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Guilherme Derrite (PL-SP) lançam estratégia de segurança pública baseada no modelo salvadorenho de Nayib Bukele, durante evento em Sorocaba. A proposta foi apresentada como solução para a criminalidade, sem debate sobre impactos constitucionais.

Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA desde 2025, justificou sua ausência alegando perseguição política. Ele condicionou seu retorno à anistia, sem detalhar prazos. O senador Flávio Bolsonaro participou do evento ao lado de aliados, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) se ausentou por motivos de saúde.

O modelo Bukele, que prevê encarceramento em massa, foi recebido com aplausos, mas especialistas alertam para riscos de violações de direitos humanos e superlotação carcerária. A articulação ocorre em meio a investigações sobre financiamento do filme Dark Horse, envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Flávio admitiu omissão sobre sua relação com Vorcaro, alegando cláusulas de confidencialidade. A Polícia Federal investiga se recursos do filme financiaram a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA, intermediada por advogados ligados à família. Vorcaro foi preso na Operação Compliance Zero.

O grupo bolsonarista reforça discurso punitivo em meio a crises internas e investigações. A proposta de importar o modelo salvadorenho consolida alinhamento com políticas de controle social via sistema carcerário.

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