O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu medidas urgentes para proibir o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais, classificando a tecnologia como ameaça à democracia. Durante evento em Camaçari, na Bahia, o mandatário anunciou discussões com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para vedar deepfakes nos dias que antecedem as eleições.
Em discurso durante a entrega de moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, Lula destacou que a manipulação de imagens e vozes por IA representa risco iminente à lisura do processo eleitoral. Segundo o presidente, a disseminação de conteúdos falsos pode induzir eleitores ao erro, comprometendo a soberania popular.
O chefe de Estado criticou o uso de simulações algorítmicas na política, afirmando que decisões fundamentais — como a escolha de representantes — não podem ser baseadas em representações artificiais. Lula comparou o cenário à seleção de um padrinho em batizado, onde a autenticidade do vínculo é essencial.
Lula defendeu que o Congresso Nacional aprove leis específicas para coibir o abuso de ferramentas digitais, ressaltando que a democracia não pode ser corrompida por fraudes tecnológicas. Ele reiterou que jamais aceitaria substituir comícios presenciais por avatares virtuais, reafirmando a importância do diálogo direto com a população.
O posicionamento ocorre em meio a debates globais sobre regulação de plataformas digitais. Lula concluiu seu discurso reafirmando que a verdade, embora possa demorar a ser reconhecida, é o único caminho para garantir a legitimidade das instituições.
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