Pesquisadores da Universidade Ruhr de Bochum, na Alemanha, identificaram dois receptores moleculares que permitem às pulgas d’água desenvolver estruturas protetoras ao detectarem predadores. O estudo, liderado pela bióloga Linda Weiss, foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.
Os receptores ionotrópicos IR25a e IR93a atuam como sensores químicos, convertendo sinais de ameaça em respostas elétricas celulares. Ao silenciar esses receptores por meio de interferência de RNA, a equipe demonstrou que as pulgas d’água perdem a capacidade de formar capacetes e espinhos defensivos.
Weiss explicou que os resultados indicam uma detecção generalizada de ameaças, embora a composição exata dos sinais químicos ainda não tenha sido totalmente elucidada. A pesquisadora destacou que o mecanismo representa um modelo único de adaptação evolutiva, crucial para a sobrevivência desses organismos em ecossistemas aquáticos.
O trabalho ressalta a importância da preservação desses processos de comunicação química, ameaçados por mudanças climáticas, poluição e alterações na salinidade das águas. A equipe agora planeja investigar como esses mecanismos evoluíram em outras espécies, visando estratégias globais de conservação da biodiversidade.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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