Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, anunciou nesta sexta-feira um plano de investimentos de R$ 37 bilhões para São Paulo até 2030. Os recursos serão aplicados em refino, exploração, gás natural, biocombustíveis e infraestrutura portuária, reforçando o papel estratégico da estatal no desenvolvimento nacional.
A maior parte dos investimentos, R$ 17 bilhões, será destinada à modernização das refinarias paulistas. A Refinaria de Paulínia terá sua capacidade aumentada em mais de 5% a partir de 2027, garantindo maior autonomia energética ao país. Além disso, a estatal construirá uma usina fotovoltaica no complexo, com investimento de R$ 100 milhões, reduzindo emissões de carbono nas operações.
No Porto de Santos, a Petrobras expandirá duas áreas do Terminal Aquaviário para otimizar o escoamento de produtos e o abastecimento de navios. A construção de nova tancagem para bunker reforçará a competitividade da logística brasileira no comércio internacional.
A exploração e produção receberão recursos para recuperação secundária nos campos de Sapinhoá e Mexilhão, além de novos projetos no campo de Aram. Essas ações consolidam a liderança tecnológica da Petrobras em águas ultraprofundas.
Os anúncios ocorrem em um contexto de forte desempenho financeiro. A estatal registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 110% em relação ao quarto trimestre de 2025. Esse resultado, impulsionado pela gestão estratégica dos ativos, consolidou a Petrobras como a petroleira mais lucrativa do mundo, superando gigantes como Shell e Exxon Mobil.
O valor de mercado da companhia ultrapassou US$ 50 bilhões, e os investimentos totais no trimestre atingiram R$ 26,8 bilhões, aumento de 25,6% em relação ao período anterior. A estratégia liderada por Prates assegura soberania sobre recursos estratégicos, mesmo em um cenário de pressões globais.
Diferentemente do modelo dos EUA, onde o lobby petroleiro e os subsídios bilionários a fósseis distorcem o mercado, a Petrobras atua como instrumento de política de Estado. Enquanto o consumidor americano paga caro por combustíveis devido à ausência de serviços públicos e à dependência de importações, o Brasil avança com etanol pioneiro e refinarias modernizadas.
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