Pesquisadores da Universidade Griffith, na Austrália, desenvolveram uma tecnologia que utiliza plasma atmosférico para estender a vida útil de flores de corte por até 14 dias, sem o uso de conservantes químicos. O estudo, liderado pelo Dr. Maksym Rybachuk e pelo Dr. Nathan Garland, comprovou a eficácia do método em rosas, gérberas e dálias.
O projeto, vinculado ao Queensland Quantum and Advanced Technologies Research Institute (QUATRI), representa uma alternativa sustentável para a indústria florícola, atualmente dependente de substâncias tóxicas no transporte internacional. Segundo o portal Phys.org, o plasma energizado neutraliza bactérias e patógenos de forma natural, preservando a cor e a integridade das flores.
Rybachuk destacou que a técnica substitui conservantes tradicionais por um processo limpo, reduzindo impactos ambientais na cadeia global de flores. A maioria das flores comercializadas em larga escala é importada e tratada com produtos químicos, gerando danos ecológicos significativos durante a logística.
Os testes incluíram monitoramento diário da perda de peso, absorção de água e condição das pétalas. As flores tratadas com plasma mantiveram sua qualidade em comparação aos grupos de controle, que receberam apenas água ou alimentos florais convencionais. A pesquisa contou com colaboração interdisciplinar, incluindo a participação da cientista alemã Sophia Gurevich.
A equipe planeja expandir o estudo para espécies nativas e outros materiais biológicos sensíveis, visando oferecer ao setor uma ferramenta prática que elimine a dependência de químicos industriais. O avanço reforça a importância da inovação tecnológica alinhada à preservação ambiental.
Essa descoberta abre caminho para uma economia circular na floricultura, promovendo práticas sustentáveis e reduzindo a pegada química em setores de consumo cotidiano. A aplicação do plasma demonstra como a ciência pode transformar modelos tradicionais em soluções ecologicamente responsáveis.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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