Estudantes da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) desenvolveram um sistema robótico autônomo que elimina a necessidade de intervenção humana em processos de eletroporação, avançando significativamente na biologia sintética.
Beatrice Mihalache, estudante de Biofísica, e Benjamin Flom, de Engenharia Elétrica, lideraram o projeto no Instituto de Nanossistemas da Califórnia (CNSI). Eles identificaram que o equipamento BTX Gemini X2, usado para inserção de DNA ou RNA em células, dependia de manipulação manual, limitando a automação em laboratórios.
Mihalache criou uma interface digital que conecta o eletroporador ao ambiente automatizado do Living Biofoundry, permitindo controle remoto e monitoramento em tempo real. Flom desenvolveu um gabinete mecânico com atuadores robóticos, capaz de manusear placas de cultivo com precisão, integrando fluxos de trabalho de 96 e 384 poços sem interrupções.
A supervisão técnica foi realizada por Mike Lake, diretor do Living Biofoundry, e Ikechukwu Okorafor, cientista associado. O projeto contou com colaboração de engenheiros de empresas globais de biotecnologia para garantir compatibilidade com demandas da biologia molecular moderna.
A automação completa do processo democratiza o acesso a tecnologias avançadas, acelerando pesquisas em medicina e aplicações industriais e farmacêuticas. A integração entre robótica e inteligência artificial libera cientistas de tarefas repetitivas, potencializando descobertas científicas.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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