Telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS) ultrapassa 6,2 milhões de atendimentos e consolida-se como estratégia central para ampliar o acesso à saúde em regiões remotas do Brasil.
A Rede Brasileira de Telessaúde registrou marca histórica ao superar os 6,2 milhões de atendimentos, segundo dados recentes do Ministério da Saúde. A secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, reforçou que a ferramenta complementa — e não substitui — o atendimento presencial, qualificando a assistência médica em áreas com escassez de profissionais.
O programa SUS Digital, lançado em 2023, já abrange 2.987 municípios, com 65 Núcleos de Telessaúde operacionais. Investimentos em infraestrutura digital visam garantir conectividade e soberania tecnológica, integrando inovação à prática clínica tradicional.
Na saúde mental, a telemedicina democratiza o acesso a psicólogos, acompanhando milhares de pacientes em regiões com baixa oferta de especialistas. A psicóloga Cristiane Moreira, da Sociedade Brasileira de Psicologia, alerta para a necessidade de regulamentação rigorosa, evitando a precarização do serviço.
Segurança de dados e capacitação de profissionais são prioridades. O Ministério da Saúde garante conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), enquanto o governo federal investe em infraestrutura para superar desigualdades regionais.
O modelo híbrido — digital e presencial — assegura eficiência e humanização no sistema de saúde. A perspectiva é de expansão contínua, com foco em critérios técnicos e responsabilidade profissional.
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