A ex-secretária de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Bárbara Botega, disparou críticas pesadas contra o Supremo Tribunal Federal durante encontro estadual do partido Novo. Botega, aliada do governador Romeu Zema e pré-candidata a deputada federal, classificou o atual cenário institucional brasileiro como uma ‘ditadura da toga’, acusando a corte de ultrapassar seus limites constitucionais.
A pré-candidata deixou seu cargo no governo mineiro para se dedicar à disputa eleitoral e tem concentrado seu discurso na defesa de reformas estruturais no sistema político. Em sua fala no evento partidário, Botega enfatizou a necessidade de uma reforma profunda no Poder Judiciário, argumentando que decisões recentes do Supremo revelariam um viés ideológico incompatível com a função da corte.
Para sustentar suas críticas, a ex-secretária citou nomeações de ex-advogados de presidentes da República para o STF e mencionou a candidatura de Jorge Messias como exemplos do que considera promiscuidade entre os poderes. Botega defendeu que a Justiça e a Polícia Federal devem atuar em defesa da população, e não como instrumentos de perseguição política contra adversários do governo.
Questionada sobre o Caso Master, que envolve investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro, a pré-candidata afirmou que as apurações devem prosseguir independentemente de quem seja atingido. Segundo ela, todos os envolvidos devem estar dispostos a prestar esclarecimentos, sinalizando que o compromisso com a transparência não pode ter exceções partidárias.
O encontro do Novo em Minas Gerais ocorre em momento de tensão entre o partido e o STF, especialmente após a Procuradoria-Geral da República denunciar Romeu Zema por suposta calúnia contra o ministro Gilmar Mendes. Conforme reportagem do Metrópoles, Botega reforçou seu alinhamento aos princípios liberais da legenda e ao estilo combativo do governador mineiro.
A ex-secretária encerrou sua participação no evento convocando militantes a demonstrarem coragem para enfrentar o que chamou de intimidação institucional. Botega posicionou-se como candidata disposta a levar ao Congresso Nacional a bandeira da reforma do Judiciário, tema que tem ganhado tração entre setores da direita e do liberalismo econômico no país.
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