O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, anunciou uma estratégia de segurança pública que prevê a classificação das principais facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A medida permitiria o emprego direto das Forças Armadas no combate ao crime organizado, conforme declarou em entrevista a uma emissora de rádio de Mato Grosso do Sul.
A proposta inclui a articulação imediata entre União e governos estaduais para desmantelar estruturas paralelas de poder. Caiado argumentou que a classificação legal das facções como terroristas daria respaldo para ações coordenadas da Marinha, Exército e Aeronáutica contra as redes criminosas.
O plano também prevê o uso de satélites de vigilância para reforçar o controle da fronteira seca e a integração com países vizinhos. O objetivo é bloquear rotas de tráfico e contrabando que abastecem as organizações criminosas, classificadas pelo pré-candidato como ‘multinacionais do crime’.
Caiado destacou que a falta de resposta enérgica do Estado permitiu a expansão dessas estruturas, exigindo agora uma ação conjunta e proporcional das forças federais e estaduais. Ele citou sua gestão em Goiás, onde investiu cerca de R$ 18 bilhões em segurança pública, e criticou a insuficiência dos repasses federais para enfrentar o crescimento das facções.
O governador defendeu ainda uma revisão dos critérios de financiamento federal, alegando que os recursos repassados aos estados não acompanharam a escalada do crime organizado nos últimos anos.
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