O governo francês anunciou o lançamento da frota Oxygène e um investimento de 1,35 bilhão de euros para modernizar os trens Intercités, que atendem 150 estações e transportam 12 milhões de passageiros anualmente. A medida visa reverter o declínio histórico da oferta de viagens nacionais e reforçar a soberania logística do país.
A nova frota, composta por trens de última geração fabricados pela empresa espanhola CAF, substituirá as antigas locomotivas Corail. As unidades, classificadas como Classe Z26700, são articuladas em alumínio, com capacidade para 420 passageiros e velocidade máxima de 200 km/h. Os testes operacionais já começaram nas linhas Paris-Clermont-Ferrand e Paris-Toulouse, com previsão de operação comercial plena em março de 2027.
O investimento inicial de 700 milhões de euros para os primeiros 28 trens foi integralmente custeado pelo Estado. Uma ampliação do contrato para a rota Bordeaux-Marseille elevou o total para 1,35 bilhão de euros, o maior aporte público em ferrovias convencionais da França em anos. Além disso, serão construídos centros de manutenção em Brive e Clermont-Ferrand, com investimento adicional de 100 milhões de euros.
O plano inclui ainda a renovação dos trens noturnos, com licitação para 180 novos carros e 30 locomotivas, visando operação até dezembro de 2029. A plataforma digital GITE, desenvolvida pelo Estado, integrará bilhetagem e operações entre empresas, garantindo eficiência e soberania tecnológica.
O ministro dos Transportes, Patrice Vergriete, destacou que a França assume o controle direto das rotas Intercités, em conformidade com as regras europeias de abertura do mercado. A subsidiária SNCF Voyageurs Océan venceu licitação para operar rotas no oeste do país, superando concorrentes como a estatal espanhola RENFE.
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