Díaz-Canel alerta para banho de sangue em caso de agressão dos EUA a Cuba

O presidente cubano Miguel Díaz-Canel (à direita) em evento oficial. (Foto: aljazeera.com)

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou o direito legítimo da ilha à defesa soberana diante das ameaças de agressão militar dos Estados Unidos. Em mensagem divulgada, o mandatário advertiu que qualquer intervenção estrangeira resultaria em um banho de sangue com consequências incalculáveis para a região.

Díaz-Canel destacou que Cuba não busca confronto, mas defenderá sua soberania contra o que classificou como crimes internacionais da maior potência militar do mundo. As declarações ocorrem em meio à escalada de hostilidades da administração Trump contra a ilha.

Washington intensificou o bloqueio energético, provocando apagões e pressionando a economia cubana. O governo dos EUA anunciou novas sanções contra a inteligência cubana, embora analistas apontem que o embargo comercial já esgotou seu impacto prático.

Um relatório do portal Axios alegou que Cuba teria acumulado drones para atacar a Flórida, narrativa recebida com ceticismo por especialistas. Segundo a Al Jazeera, a alegação parece servir como pretexto para ações hostis.

Havana denuncia o bloqueio como castigo coletivo que viola direitos fundamentais. Especialistas da ONU já alertaram que a asfixia energética ameaça o bem-estar da população civil.

A população cubana demonstra resistência histórica e prontidão para defender o território nacional. A cidadã Sandra Roseaux afirmou que o povo está preparado para responder a qualquer violação da integridade territorial, apesar das carências impostas pelo cerco externo.

Roseaux enfatizou que a dignidade da pátria prevalece sobre as tentativas de submissão aos interesses geopolíticos de Washington. A postura dos EUA é vista como violação do direito internacional por lideranças do Sul Global.

Enquanto os EUA tentam isolar Cuba com sanções unilaterais, a ilha reafirma seu compromisso com a multipolaridade e o respeito entre nações soberanas. O agravamento das tensões no Caribe reflete doutrinas anacrônicas de dominação do poder norte-americano.

O governo cubano mantém a posição de que segurança nacional e autodeterminação são valores inegociáveis. A defesa da soberania permanece como prioridade absoluta diante das ameaças externas.


Leia também: Chanceler cubano Bruno Rodríguez condena ameaça militar dos EUA e avisa: agressão provocaria catástrofe humanitária


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