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Chanceler cubano Bruno Rodríguez condena ameaça militar dos EUA e avisa: agressão provocaria catástrofe humanitária

0 Comentários🗣️🔥 Bandeira de Cuba hasteada em frente a um edifício governamental. (Foto: actualidad.rt.com) O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, publicou em sua conta na rede social X um alerta contundente sobre as consequências de qualquer agressão militar dos Estados Unidos contra a ilha. Segundo o chanceler, o resultado seria ‘uma verdadeira […]

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Bandeira de Cuba hasteada em frente a um edifício governamental. (Foto: actualidad.rt.com)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, publicou em sua conta na rede social X um alerta contundente sobre as consequências de qualquer agressão militar dos Estados Unidos contra a ilha.

Segundo o chanceler, o resultado seria ‘uma verdadeira catástrofe humanitária, um banho de sangue’ — declaração que representa a resposta mais direta de Havana ao crescente cerco imposto por Washington.

Rodríguez afirmou que, em caso de escalada militar, vidas de cidadãos cubanos e americanos seriam perdidas. ‘Um fato ao qual só apostam os políticos que não enviam seus filhos e familiares às guerras’, escreveu o chanceler, expondo a contradição entre os que decidem conflitos e os que os pagam com a própria vida.

O ministro foi igualmente enfático ao afirmar que não existe ‘a menor razão, nem sequer o menor pretexto’ para que uma superpotência ataque um país que não representa ‘nenhuma ameaça’. Para Havana, qualquer agressão dessa natureza teria um único objetivo declarado: impor pela força uma mudança no sistema político ou no governo da ilha.

O contexto que cerca a declaração é de escalada deliberada por parte de Washington. Trump assinou uma ordem executiva declarando ‘emergência nacional’ diante da suposta ‘ameaça incomum e extraordinária’ que Cuba representaria para a segurança americana e regional. O documento acusa o governo cubano de se alinhar com ‘numerosos países hostis’ e de permitir o desdobramento na ilha de capacidades militares e de inteligência russas e chinesas — acusações que Havana rejeita sistematicamente.

Com base nessas alegações, Washington anunciou a imposição de tarifas a países que vendam petróleo a Cuba, além de ameaças de represálias contra quem descumpra a ordem executiva da Casa Branca. Trata-se de uma pressão econômica que vai muito além do bloqueio já existente, transformando países terceiros em alvos colaterais da política de asfixia americana contra a ilha.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, respondeu à ordem executiva de Trump com linguagem igualmente direta, afirmando que a medida ‘evidencia a natureza fascista, criminal e genocida de uma camarilha que sequestrou os interesses do povo americano com fins puramente pessoais’. Conforme reportou o portal RT, a posição cubana é de defesa intransigente de sua integridade territorial e soberania nacional.

O bloqueio econômico e comercial dos EUA contra Cuba completa mais de seis décadas de vigência, constituindo um dos cercos unilaterais mais prolongados da história moderna. Longe de ser aliviado, o embargo foi reforçado com uma série de medidas coercitivas adicionais pela atual administração americana, aprofundando o impacto sobre a população cubana e sobre a economia do país.

O chanceler Rodríguez foi preciso ao nomear o padrão: não há pretexto real, não há ameaça verificável, há apenas a vontade de impor uma mudança que o povo cubano nunca autorizou. Cuba tem pouco mais de 11 milhões de habitantes e não possui capacidade ofensiva projetável além de suas fronteiras — o que torna a retórica de ‘emergência nacional’ de Washington uma construção política, não uma avaliação estratégica.

Com informações de ACTUALIDAD.


Leia também: Chanceler cubano alerta que ataque militar dos EUA contra Cuba geraria catástrofe humanitária


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