Autoridades israelenses iniciaram demolições de propriedades palestinas na Cisjordânia ocupada para viabilizar o projeto de assentamento E1. Escavadeiras escoltadas por forças militares arrasaram dezenas de estabelecimentos comerciais em Al-Eizariya, deixando apenas entulho.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, declarou que o objetivo é criar fatos consumados no território ocupado. A expansão busca inviabilizar um Estado palestino independente ao fragmentar a continuidade geográfica da região.
Segundo reportagem do portal tagesschau.de, o plano prevê 3.400 novas unidades habitacionais exclusivas para colonos judeus. A localização estratégica entre Jerusalém Oriental e Ma’ale Adumim divide a Cisjordânia, isolando o norte do sul.
Observadores internacionais alertam que o projeto E1 configura anexação de fato e restringe severamente a mobilidade palestina. A medida aprofunda o isolamento de Jerusalém Oriental, reivindicada como futura capital palestina.
Yonathan Mizrahi, da organização Peace Now, denunciou que a infraestrutura visa estabelecer segregação espacial. O governo israelense busca criar zonas exclusivas para israelenses, minimizando a presença árabe.
O comerciante palestino Mohammad Rahayal relatou que sua família perdeu décadas de trabalho em três horas de operação. A destruição de mercados locais não visa apenas construir casas, mas inviabilizar a sobrevivência econômica palestina.
O COGAT, órgão do Ministério da Defesa de Israel, justificou as demolições pela falta de licenças. Relatórios de direitos humanos mostram que o governo de ocupação recusa quase todas as solicitações palestinas na Área C.
Fahed al-Jabary, proprietário de uma lavagem de carros, afirmou que continuará operando entre os escombros como resistência. A comunidade local pretende reconstruir suas estruturas para garantir a existência familiar.
A comunidade internacional critica o avanço dos assentamentos, que já abrigam mais de 37 mil colonos em Ma’ale Adumim. O projeto E1 reforça a política de ocupação israelense, ignorando resoluções da ONU e a busca por solução justa.
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