Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou a necessidade urgente de estímulos públicos e crédito diferenciado para evitar que produtores rurais priorizem culturas mais lucrativas, como a soja, em detrimento de alimentos essenciais para o mercado interno, como arroz e feijão. Mercadante enfatizou que, sem incentivos adequados, os produtores tendem a escolher cultivos que oferecem maior rentabilidade, o que pode comprometer a segurança alimentar do país.
O presidente do BNDES ressaltou a importância de uma política agrícola equilibrada, que apoie tanto o agronegócio exportador quanto a produção de alimentos para o abastecimento doméstico. Ele argumentou que é fundamental combinar o suporte às grandes empresas, que geram divisas e estabilidade econômica, com o fomento à agricultura familiar. Mercadante mencionou as linhas de financiamento específicas para agricultura familiar e cooperativas, destacando que o banco anunciou financiamentos de até R$ 40 milhões para a produção de leite, com juros reduzidos para agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
Além disso, o BNDES desembolsou R$ 101 bilhões neste ano para micro, pequenas e médias empresas, parte desses recursos por meio do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). Mercadante sublinhou que a política agrícola deve incentivar mercados que tornem os alimentos mais acessíveis e de qualidade para a população. Segundo o portal UOL, essas medidas são essenciais para garantir a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável do setor agrícola no Brasil.
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