Bioengenheiros da Universidade de Stanford, nos EUA, desenvolveram um método que reduz o tempo de produção e teste de proteínas de dias para apenas 24 horas, com potencial para transformar áreas como oncologia, doenças degenerativas e biotecnologia ambiental.
O sistema, chamado MIDAS (Montagem Profunda e Triagem Independente de Microrganismos), foi apresentado na revista Molecular Systems Biology e liderado pelo professor Michael Z. Lin, especialista em neurobiologia e bioengenharia.
Lin destacou que a técnica elimina etapas tradicionais, como a clonagem em bactérias ou leveduras, consideradas lentas e onerosas. O MIDAS utiliza reações de polimerase para amplificar DNA de forma direta, sem depender de hospedeiros vivos, permitindo a validação em células de mamíferos em tempo recorde.
Yan Wu, pesquisador de bioengenharia da universidade, explicou que o método possibilita a análise de proteínas recebidas pela manhã e seus resultados no mesmo dia. Além da velocidade, o sistema permite milhares de experimentos simultâneos, otimizando o design molecular.
Em testes práticos, a equipe avaliou 384 variantes de proteínas em apenas quatro horas, com custos reduzidos em até dez vezes em relação aos métodos convencionais. Pengli Wang, coautora do estudo, ressaltou que a tecnologia também impulsiona o treinamento de algoritmos de inteligência artificial, gerando dados de alta precisão para o desenvolvimento de proteínas sintéticas.
O avanço promete impactar a produção industrial de enzimas para alimentos e o desenvolvimento de biossensores para diagnósticos médicos em tempo real, encurtando o intervalo entre teoria e aplicação experimental.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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