O governo brasileiro está empenhado em atrair capital estrangeiro para o setor de terras raras, conforme discutido em uma reunião recente entre o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o CEO Global do Grupo Serra Verde, Thras Moraitis. A reunião também contou com a presença de Ricardo Grossi Neves, presidente e CEO da Serra Verde Pesquisa e Mineração. Silveira destacou que o governo está desenvolvendo uma política que visa combinar a atração de investimentos estrangeiros com a manutenção da soberania e dos interesses nacionais, promovendo o desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial do país.
Durante o encontro, Silveira enfatizou a abertura do Brasil ao capital norte-americano e de outros países, desde que respeitem a soberania nacional. Ele afirmou que os investimentos internacionais no setor mineral são considerados estratégicos para o desenvolvimento industrial e mineral do Brasil, buscando reduzir a dependência da exportação de commodities. O ministro também ressaltou que o governo está avançando na estruturação de instrumentos adequados para garantir segurança aos novos investimentos no setor, prometendo estabilidade regulatória, ambiental e econômica aos investidores.
A Serra Verde, que opera em Minaçu, Goiás, é atualmente o principal projeto brasileiro de terras raras em operação comercial. A empresa já produz um Carbonato de Terras Raras, representando a primeira etapa de agregação de valor na cadeia produtiva. Em abril, a americana USA Rare Earth firmou um acordo de fusão com a Serra Verde. Durante a reunião, a empresa afirmou que seu principal objetivo é continuar investindo no Brasil para ampliar a capacidade de processamento e avançar para a separação das terras raras.
Thras Moraitis, CEO Global do Grupo Serra Verde, expressou satisfação com a confirmação do ministro sobre a abertura do Brasil ao investimento privado. Ele destacou que a combinação com a USA Rare Earth pode proporcionar acesso a novas tecnologias que podem agregar ainda mais valor ao produto no país. Segundo o portal Metrópoles, o grupo investiu valores substanciais de capital privado ao longo de 15 anos, permitindo o processamento do minério em um carbonato de alto valor.
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