Pesquisadores da Universidade de Buffalo identificaram uma proteína que pode reduzir a inflamação crônica associada ao envelhecimento. Em um estudo recente, camundongos idosos que tiveram níveis dessa proteína aumentados mostraram-se mais fortes, enérgicos e com ossos mais saudáveis em comparação aos que não receberam tratamento. Os resultados sugerem que essa descoberta pode, no futuro, levar ao desenvolvimento de terapias que ajudem os humanos a manterem-se saudáveis e independentes na terceira idade.
Com a população dos Estados Unidos envelhecendo rapidamente, cientistas buscam formas de garantir uma vida mais saudável para os idosos. Estima-se que até 2050, quase um em cada quatro americanos terá 65 anos ou mais. Apesar dos avanços médicos terem prolongado a expectativa de vida, o envelhecimento ainda traz desafios físicos significativos, como imunidade enfraquecida, inflamação crônica, perda óssea, fadiga e declínio da força.
O foco dos pesquisadores foi a proteína tristetraprolina (TTP), que ajuda a controlar a inflamação ao degradar sinais inflamatórios antes que se acumulem. Com o envelhecimento, os níveis de TTP naturalmente diminuem, especialmente nas células imunológicas, o que pode permitir que a inflamação se espalhe pelo corpo. Para investigar se a restauração dos níveis de TTP poderia melhorar os problemas de saúde relacionados ao envelhecimento, a equipe geneticamente modificou um grupo de camundongos idosos para manter a proteína estável.
Os resultados, publicados na revista Aging and Disease, mostraram que os camundongos machos com níveis aumentados de TTP apresentaram escores de fragilidade significativamente menores do que os não tratados. As fêmeas também mostraram melhorias, embora em menor grau. A pesquisa foi financiada por um subsídio de US$ 2,1 milhões do National Institutes of Health e realizada ao longo de seis anos nos campi South e Downtown da Universidade de Buffalo.
Apesar dos resultados promissores, Keith Kirkwood, DDS, PhD, e líder do estudo, alerta que tratamentos para humanos ainda estão distantes. Perry Blackshear, MD, PhD, já conduziu esforços iniciais para identificar compostos capazes de aumentar a expressão de TTP, mas nenhum teve sucesso claro até o momento. A equipe planeja estudos adicionais para investigar se a TTP também pode ajudar a reduzir a neuroinflamação associada a distúrbios de envelhecimento, como demência e Alzheimer.
Conforme destacou Kirkwood, a compreensão dos mecanismos que ligam a inflamação ao envelhecimento e à saúde óssea é essencial para desenvolver intervenções que melhorem a qualidade de vida das populações idosas. O estudo contou com a colaboração de Bruce Troen, MD, da Universidade de Kansas, e Perry Blackshear, ex-investigador do Duke University Medical Center.
Para mais detalhes sobre a pesquisa, acesse o ScienceDaily.
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