EUA reforçam arsenal com encomenda de mísseis antinavio

Ilustração de um míssil sendo lançado de um contêiner a bordo de um navio. (Foto: navalnews.com)

O Pentágono anunciou uma encomenda significativa de mais de 10.000 mísseis de baixo custo, conhecidos como Low-Cost Containerized Missiles (LCCM), com o objetivo de expandir o arsenal antinavio dos Estados Unidos. Este movimento busca não apenas repor os estoques esgotados em conflitos recentes no Oriente Médio, mas também aumentar as capacidades de ataque de precisão de longo alcance, essenciais para a postura de Washington na região do Indo-Pacífico.

Com o aumento da tensão na região, especialmente em relação à China, a entrega desses mísseis pode ser crucial para contrabalançar o poderio naval chinês. A iniciativa está sendo liderada pelo U.S. Army Program Acquisition Executive Fires office, mas também desperta grande interesse da Marinha dos EUA, que busca métodos de implantação de mísseis dispersáveis e de baixo custo.

Entre as empresas contratadas para desenvolver esses mísseis estão CoAspire, Anduril, Leidos e Castelion. Estas empresas estão trabalhando em sistemas de ataque de longo alcance que podem ser integrados a plataformas marítimas, incluindo veículos de superfície não tripulados. A CoAspire, por exemplo, está desenvolvendo o Rapidly Adaptable Affordable Cruise Missile Extended-Range (RAACM ER) com capacidade de ataque marítimo.

Anduril, por sua vez, está entregando o Barracuda-500M, um veículo aéreo autônomo lançado a partir de contêineres ISO, com capacidade para 16 mísseis de cruzeiro de 100 libras cada e alcance superior a 500 milhas náuticas. Este sistema promete ser eficaz contra uma ampla gama de alvos terrestres e marítimos.

Além disso, a Castelion está desenvolvendo o míssil hipersônico Blackbeard, com o Departamento de Defesa dos EUA planejando adquirir até 500 unidades por ano. Este míssil será integrado à aviação de porta-aviões, como o F/A-18E/F Super Hornet, e a veículos de superfície não tripulados, reforçando a capacidade de ataque hipersônico da Marinha dos EUA.

Segundo o portal Naval News, a entrega dos primeiros 3.000 mísseis e seus sistemas de lançamento está prevista para ocorrer nos próximos anos. Este desenvolvimento destaca a intensificação das capacidades militares na região do Indo-Pacífico, com os EUA buscando manter sua vantagem estratégica frente à China e outras potências emergentes.


Leia também: EUA planejam aumentar produção de submarinos nucleares até 2031


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